SÃO PAULO
Alinny Maria
21 de fevereiro de 2022 às 08:11
Acontece entrega segunda-feira (21), a partir das 10h, o julgamento dos réus acusados da morte da família Gonçalves, encontrada carbonizada dentro de um carro no ABC paulista no início de 2020. O piauiense natural de Cocal, Romuyuki Gonçalves, a esposa Flaviana Gonçalves e o filho Juan Gonçalves Romuyuki, de 15 anos, foram encontrados mortos dentro de um carro em uma estrada em São Bernardo dos Campos.
Os acusados pelo crime irão a júri popular. Sete jurados vão avaliar as acusações e decidir o destino dos cinco réus do crime, que ocorreu em janeiro de 2020. Os réus são Anaflávia Gonçalves (filha mais velha do casal), Carina Ramos (namorada de Anaflávia), os irmãos Juliano Oliveira Ramos Júnior e Jonathan Fagundes Ramos, primos de Carina, e Guilherme Ramos da Silva, vizinho de Juliano e Jonathan. 
Todos responderão por três crimes de homicídio triplamente qualificado – meio cruel, motivo torpe e sem chance de defesa às vítimas –, três crimes de ocultação de cadáver, roubo circunstanciado e associação criminosa.
Junto da namorada Carina, Anaflávia foi acusada de planejar o crime contra a própria família: Romuyuki e Flaviana Gonçalves, seus pais, e o irmão, Juan Victor.
O julgamento ocorrerá de forma presencial, mas somente com as pessoas essenciais ao caso. Devido às restrições sanitárias pela pandemia de Covid-19, não haverá abertura ao público.
O casal Romuyuki e Flaviana Gonçalves e o filho Juan Victor estavam em casa, em um condomínio no ABC paulista, quando os três assaltantes entraram na residência com o auxílio de Anaflávia Martins Gonçalves, filha do casal, e Carina Ramos de Abreu, sua namorada.
Segundo as investigações, como não acharam os R$ 85 mil que Carina e Anaflávia haviam avisado que encontrariam em um cofre, Juliano Oliveira Ramos Júnior, Jonathan Fagundes Ramos e Guilherme Ramos da Silva decidiram matar Romuyuki, Flaviana e Juan Victor, levando os pertences da família.
Os corpos das três vítimas foram encontrados na madrugada de 28 de janeiro, carbonizados dentro do carro da família, em uma estrada em São Bernardo do Campo.
A Polícia Civil prendeu Carina e Anaflávia preventivamente um dia depois, e, nas duas semanas seguintes, os outros três suspeitos também foram detidos. Após três meses, em maio, os cinco tornaram-se réus.
A filha do casal e sua ex-namorada alegam que não tinham intenção de matar a família, mas de roubá-la. No entanto, além do depoimento de um dos suspeitos, que contrariou essa versão, a Polícia Civil quebrou o sigilo das contas de ambas na internet e em aplicativos de mensagens e descobriu pesquisas relativas aos assassinatos.
Entre os termos pesquisados, os investigadores encontraram buscas como "seguro de vida cobre quais mortes", "seguro de vida por morte assassinato", "segurado de homicídio", que haviam sido feitas em 24 de dezembro de 2019, no mês anterior às mortes.
O júri foi marcado ao fim de julho passado, pelo juiz Lucas Tambor Bueno. Na decisão, o juiz ponderou que "a imputação de três crimes de homicídio multiqualificado, três crimes de ocultação de cadáver, roubo circunstanciado e associação criminosa é gravíssima e demonstra comportamento incompatível com o convívio em sociedade, não se admitindo a concessão de qualquer benefício liberatório a quem responde por tão graves condutas".
Menos de um mês depois, Carina Ramos decidiu quebrar o silêncio e, com exclusividade à Record TV, admitiu ter participado do planejamento do assalto, mas não das mortes. Carina disse, ainda, que foi sua ex-namorada, Anaflávia, que arquitetou o crime.
Fonte: Com informações de R7
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