INVESTIGAÇÃO MÉDICA
Da Redação
24 de maio de 2026 às 10:29 ▪ Atualizado há 3 horas
A Polícia Civil de São Paulo abriu investigação para apurar as circunstâncias da morte da piauiense Gabriela Martins Santos Moura, de 31 anos, após complicações durante um procedimento de coleta de óvulos realizado em uma clínica de reprodução assistida na capital paulista.
O caso aconteceu em fevereiro deste ano, mas ganhou repercussão nacional nesta semana após a divulgação de imagens que mostram Gabriela deixando a clínica desacordada em uma maca e utilizando máscara de oxigênio.
Natural de Teresina, Gabriela realizou o procedimento no dia 17 de fevereiro na Genics Clínica Reprodutiva e Genômica Ltda., localizada na Avenida Indianópolis, na zona Sul de São Paulo.
Segundo informações da investigação, a paciente sofreu uma parada cardiorrespiratória ainda na unidade de saúde e foi encaminhada ao Hospital Sírio-Libanês, onde permaneceu internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
No dia 24 de fevereiro, a equipe médica confirmou a morte encefálica da paciente. A família autorizou a doação dos órgãos.
Família destacou legado de solidariedade
Casada há oito anos com o médico Samuel Moura, Gabriela tentava engravidar havia cerca de dois anos. Formada em Direito, ela atuava como terapeuta e produzia conteúdo nas redes sociais sobre qualidade de vida, equilíbrio emocional e mindfulness.
Em nota divulgada após a confirmação da morte encefálica, familiares destacaram a decisão pela doação de órgãos.
“É com imensa tristeza que comunicamos a partida da nossa Gabriela, que teve a morte encefálica confirmada hoje pela equipe médica. Neste momento de dor, conforta-nos saber que seu amor e sua generosidade permanecerão vivos através da decisão de seguir com a doação de órgãos”, informou a família.
Polícia aguarda laudo do IML
O caso é investigado pelo 4º Distrito Policial de São Paulo. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os médicos envolvidos no procedimento já foram ouvidos.
A polícia aguarda o resultado do laudo necroscópico solicitado ao Instituto Médico Legal (IML), que deverá apontar as causas da morte e auxiliar no esclarecimento do caso.
A Universidade Federal do Piauí também divulgou nota de pesar pela morte da jovem.
“Compartilhamos da consternação de todos diante de uma fatalidade tão rara e dolorosa, ocorrida durante a busca pelo sonho da maternidade”, afirmou a instituição.
Outro caso semelhante também é investigado
Outro caso semelhante passou a ser investigado recentemente pela Polícia Civil de São Paulo. No dia 6 de maio, a juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, morreu após apresentar um quadro de hemorragia durante um procedimento de coleta de óvulos realizado em uma clínica de reprodução assistida em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
O caso foi registrado como morte suspeita e segue sob investigação.
Fonte: Cidade Verde
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