Teresinha
23 de janeiro de 2017 às 02:01
Até às 20 deste domingo (22), mais de 24 horas depois do apresentador de TV Mariano Marques ser assaltado e esfaqueado no estacionamento da Praça do Liceu, bem no Centro de Teresina, as polícias Civil e Militar ainda não sabem quem foi o autor do ataque que quase matou uma das figuras mais conhecidas na sociedade piauiense.
O PIAUÍ HOJE apurou que nem mesmo um boletim de ocorrência (BO) foi registado por familiares ou amigos do apresentador de TV. Da mesma forma, ninguém do distrito policial da área tomou qualquer providência. Não houve vistoria e nem perícia no local e nem diligências para tentar localizar e prender o agressor.
COMO OCORREU - O ataque ocorreu no final da tarde de sábado (21), quando Mariano Marques participava de uma "roda de samba" em um bar próximo ao Liceu Piauiense, uma área bastantes movimentada da cidade, principalmente neste período em que antecede ao carnaval.
De acordo com a jornalista Eli Lopes, amiga de Mariano, ele teria sido atacado quando se dirigiu ao carro, provavelmente, para pegar alguma coisa ou objeto. Ele teria reagido e mantido luta corporal com o agressor. Um colar de ouro teria sido levado pelo assaltante.
Mariano Marques foi socorrido e levado às pressas e em estado grave para um hospital particular, o HTI da Piçarra, na zona Sul de Teresina. Lá ele foi submetido a duas cirurgias para fechar veias e uma artéria atingidas pelos golpes de faca.
Segundo as primeiras informações, ao dar entrada no hospital o estado de saúde do apresentador era grave e ele corria risco de morte por ter perdido muito sangue pela "artéria rompida com o objeto perfurante ou cortante", disse ao PIAUÍ HOJE uma funcionária do hospital. A mesma situação foi descrita pela jornalista Eli Lopes que acompanhou de perto o socorro médico a Mariano Marques.
AUTORIDADES MUDAS - Até o momento, nenhuma autoridade - o secretário de Segurança Pública, Fábio Abreu , e nem o delegado titular do Primeiro Distrito Policial, responsável pela segurança na área onde o apresentador de TV Mariano Marcos foi atacado, não disseram uma palavra sobre o assunto para imprensa. É como se o crime não tivesse ocorrido. Nem mesmo a Polícia Militar, que esteve no local logo em seguida ao crime não soube dizer nada sobre o caso.
NEGLIGÊNCIA- Também é lamentável que não tenha ocorrido qualquer iniciativa de familiares ou amigos e Mariano Marques no sentido de registrar um Boletim de Ocorrência na Polícia e tentar identificar o autor crime. Uma negligência que pode beneficiar o criminoso que, por isso mesmo, através das redes sociais, a cidade está cheia de boatos, comentários e maledicências sobre a vida do apresentador.
REVOLTA - Para amigos de Mariano Marques, é um absurdo que, 24 horas após o crime que quase matou uma pessoa conhecida em todo Piauí, a Secretaria de Segurança Pública não tenham tomado qualquer atitude para localizar o agressor, seja ele quem for. "Essa é uma demonstração de incompetência sem limite; a impressão que se tem é que a Polícia Civil do Piauí não existe mais", disse um jornalista que trabalhou com Mariano na TV Antena 10.
CRÍTICAS - Na verdade, a Secretaria de Segurança vem sendo bastante atacada pela ausência de investigação policial na maioria dos casos registados nas maiores cidades do estado. Assaltos, roubos, furtos, agressões e até casos como o que ocorreu com o apresentador Mariano Marques não são investigados e não viram nem inquéritos.
De acordo com denúncias do Sindicato dos Policiais Civis, a maioria dos crimes não servem nem para estatísticas, pois muitos não são sequer registados numa delegacia porque as vítimas não acreditam mais em solução para suas queixas na Polícia.
"A sociedade não pode aceitar esse tipo de comportamento das autoridades policiais. Não importa se o cidadão seja famoso ou não. Se for agredido e vítima de crime tem de ser aberto o procedimento de investigação. Não se pode aceitar que um crime ocorra, que uma pessoa quase seja morta, que seja assaltada, seja esfaqueada e não haja nenhuma providência por parte da autoridade policial", diz sempre Constantino Júnior, do Sindicato dos Policiais Civis.
Constantino diz também que o governador Wellington Dias precisa cobrar dos seus auxiliares na área da segurança pública uma resposta às necessidades dos cidadãos.
"O setor de Segurança Pública tem sido um dos mais criticados na atual gestão de Wellington Dias e não é sem razão. É cada vez maior a sensação de insegurança da população", afirma o sindicalista.
Fonte: Redação
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