Teresinha
03 de agosto de 2017 às 16:08
O Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO) da Polícia Civil em parceria com outros órgãos de segurança pública do estado deflagrou nesta quinta-feira (03) a Operação Conexão, de combate a facilitação de fuga de pessoa presa ou submetida à medida de segurança, corrupção de agentes públicos e prisões de integrantes de uma organização criminosa responsável por articular a entrada e comercialização de aparelhos celulares, baterias e carregadores dentro das Unidades Prisionais do Estado.
Em entrevista coletiva na manhã desta quarta, a polícia informou que a fuga de quatro envolvidos em crimes de assalto a bancos levantaram suspeitas na polícia. Fugiram, no dia 02 de março de 2017, os assaltantes Carlos Sousa Silva, Leonidas da Silva Gomes, Anderson Teodoro de Sousa e um outro identificado apenas como Vilmar. Todos eram oriundos do estado do Paraná.
Os criminosos teriam fugido por uma guarita de segurança, o que levou a polícia a suspeitar o envolvimento de agentes penitenciários. "Como a fuga foi suspeita, porque como eles fugiram pelos pavilhões, pelas passarelas que os policiais fazem a custódia, nós começamos essa investigação", explica o delegado Charles de Holanda.
As investigações chegaram a comprovar o envolvimento de um policial militar identificado como Cláudio Rodrigues, foi identificado o envolvimento de um homem chamado Josimar da Silva Carvalho. Eles teriam recebido o equivalente a 50 mil dos fugitivos. Neste valor, um veículo estava incluso, e este veículo estava em posse de Josimar.
Delegado Charles de Holanda deu detalhes das investigaçõesA polícia constatou que, na verdade, se tratava de uma organização que era responsável por 'fornecer' materiais para dentro dos presídios. "Nós identificamos uma verdadeira organização criminosa responsável por articular a entrada de aparelhos celulares e baterias dentro das unidades do sistema penitenciário do Piauí, além da entrada, esses materiais eram comercializados pelos próprios presos, que tinham como líder o nacional Josimar Carvalho", esclareceu o delegado Charles.
Josimar era ex-detento e controlava a operação 'de fora' dos presídios. Ele era responsável por adquirir os materiais que seriam encaminhado para dentro dos presídios. Além de Josimar e do agente penitenciário Cláudio, também estavam envolvidos os presos identificados como Ismael Ferreira da Silva, Paulo Reis Silva Ribeiro, Israel Ferreira da Silva, e Ivoneide Ângelo Silva Ribeiro.
Josimar, era chefe da quadrilha a repassava os celulares e acessórios para o policial Cláudio Rodrigues. O policial, depois de corrompido, passou a adentrar e entregar aos presos os celulares e acessórios. Ivoneide Ângelo, que é mãe do detento Paulo Reis e Israel Alves da Silva, eram responsáveis por forneer aparelhos celulares, baterias e carregadores e entregar a Josimar. Paulo Reis e Ismael Ferreira eram os detentos que revendiam para outros presos na Casa de Custódia.
Secretários Daniel Oliveira, de Justiça, e Fábio Abreu, de Segurança Pública, participaram da coletiva de imprensa


Fonte: Roberto Araujo
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