Polícia

MÁRCIA NEPOMUCENO

Mãe do rapper Oruam é investigada em operação contra esquema financeiro do Comando Vermelho

Além da mãe Márcia, Lucas Santos Nepomuceno, irmão do artista, também está sendo investigado

Gilson Rocha

29 de abril de 2026 às 08:49 ▪ Atualizado há 1 hora

Ver resumo
  • A Polícia Civil do RJ realizou nova etapa da Operação Contenção para enfraquecer o Comando Vermelho.
  • Alvos incluem Márcia Nepomuceno, mãe do rapper Oruam, e Lucas Santos Nepomuceno, irmão do artista.
  • Marcinho VP, pai deles e preso, também investigado.
  • Carlos Alexandre Martins da Silva, peça-chave, foi detido.
  • Operação feita pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes nos bairros de Jacarepaguá e Barra da Tijuca.
  • Grupo é suspeito de movimentar e legalizar dinheiro do tráfico de drogas.
  • Usavam contas de terceiros para dificultar rastreamento de dinheiro.
  • Investigações incluem conversas com lideranças da facção, como Carlos "Gardenal".
  • Faz parte de esforço maior para atingir bases financeiras do grupo, com mais de 300 prisões já realizadas.

Operação mira mãe de Oruam por suspeita de ligação com esquema financeiro do Comando Vermelho
Operação mira mãe de Oruam por suspeita de ligação com esquema financeiro do Comando Vermelho

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, nesta quarta-feira (29), uma nova etapa da Operação Contenção, voltada para enfraquecer o núcleo financeiro do Comando Vermelho.

Entre os alvos das ordens judiciais estão Márcia Nepomuceno, mãe do rapper Oruam, além de Lucas Santos Nepomuceno, irmão do artista. O pai deles, Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP e atualmente preso em unidade federal, também aparece como investigado.

Até agora, um suspeito considerado peça-chave no esquema foi detido. Trata-se de Carlos Alexandre Martins da Silva, apontado como um dos responsáveis por operar financeiramente a organização criminosa.

As diligências estão sendo executadas por equipes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, que cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão em imóveis relacionados aos investigados nos bairros de Jacarepaguá e Barra da Tijuca, na zona oeste da capital fluminense.

De acordo com as investigações, iniciadas há cerca de um ano, o grupo seria responsável por movimentar e disfarçar valores provenientes do tráfico de drogas, utilizando mecanismos para inserir esse dinheiro no sistema financeiro legal.

Os policiais identificaram um modelo estruturado de lavagem de dinheiro, com uso de contas bancárias em nome de terceiros para fracionar quantias e dificultar o rastreamento das operações ilícitas. Também foram observadas movimentações incompatíveis com os rendimentos declarados.

Além disso, a apuração revelou conversas entre integrantes do esquema e lideranças da facção, incluindo Carlos Costa Neves, conhecido como “Gardenal”. A ofensiva integra uma estratégia mais ampla do governo do estado para atingir as bases financeiras e operacionais do grupo, que já resultou em mais de 300 prisões e diversas apreensões de armamentos.

Fonte: Metrópoles