JULGADA
Da Redação
27 de abril de 2026 às 17:57 ▪ Atualizado há 1 hora
A vereadora de Teresina, Tatiana Medeiros (PSB), foi condenada, nesta segunda-feira (27), a uma pena de 19 anos, 10 meses e 7 dias de reclusão, além de 492 dias-multa. A sentença do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí determinou ainda a perda do mandato parlamentar, a proibição do exercício de função pública e a obrigação de pagamento solidário de R$ 1 milhão por danos causados à coletividade.
O julgamento, que teve sua sentença publicada cinco meses após a conclusão da fase de instrução em novembro de 2025, condenou a vereadora por cinco delitos graves. As penas foram fixadas da seguinte forma:
Organização criminosa (agravada pelo cargo de comando): 7 anos, 6 meses e 21 dias de reclusão + 25 dias-multa;
Corrupção eleitoral (95 vezes): 2 anos, 7 meses e 21 dias de reclusão + 300 dias-multa;
Peculato-desvio (12 vezes): 3 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão + 144 dias-multa;
Falsidade ideológica eleitoral: 1 ano de reclusão + 5 dias-multa;
Lavagem de dinheiro: 4 anos, 9 meses e 5 dias de reclusão + 18 dias-multa.
Na decisão de 205 páginas, o juízo rejeitou todos os pedidos da defesa que buscavam a nulidade das provas ou alegavam cerceamento de defesa, reafirmando a validade dos elementos colhidos durante a investigação.
O colegiado concluiu que ficou comprovada a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas para captação de eleitores, controle de votos e movimentações financeiras irregulares, incluindo o uso de uma entidade social como fachada.A Justiça também negou o direito de recorrer em liberdade aos apontados como líderes do esquema.
A assessoria do presidente da Câmara Municipal, Enzo Samuel (PV), informou que a Casa ainda não foi notificada oficialmente e por enquanto não irá se pronunciar.
Tatiana Medeiros está afastada do mandato e cumpre prisão domiciliar desde junho de 2025, medida concedida devido a laudos médicos que atestaram transtornos mentais.
A parlamentar, que foi presa em abril de 2025 durante a Operação Escudo Eleitoral II, continua sob monitoramento por tornozeleira eletrônica e possui restrições severas, como a proibição de frequentar a Câmara Municipal e de manter contato com servidores da Casa.
O Piauí Hoje entrou em contato com a defesa da vereadora e o espaço segue aberto para posicionamento.
Fonte: TRE-PI
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