VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
Dhara
20 de setembro de 2024 às 22:05
O Comando do Corpo de Bombeiros do Piauí (CBMEPI) está sendo acusado de omissão e até conivência com as agressões físicas e psicológicas praticadas pelo sargento Gilvan Freitas Rodrigues, de 40 anos, contra sua ex-esposa, a jornalista Yara Ataíde, de 34 anos.
Há cerca de cinco dias, Yara veio a público denunciar os episódios de violência e a inércia da corporação em tomar providências. Apesar da denúncia, o sargento permanece impune, o que tem causado prejuízos à família da jornalista e à imagem da corporação.
Nesta sexta-feira (20), um grupo de mulheres se reuniu na sede da OAB para exigir providências e denunciar que o Comando do Corpo de Bombeiros tem se mantido passivo diante do caso. Elas criticam a nota oficial expedida pelo CBMEPI, que consideram insuficiente, por não deixar claro quais ações serão tomadas contra o militar agressor.
Nova denúncia
Na quinta-feira (19), Yara Ataíde voltou a público para relatar uma nova agressão. Ela afirma que, no dia anterior (18), o sargento Gilvan a atacou novamente, desta vez na porta de sua casa, em Timon (MA), descumprindo uma medida protetiva. O episódio ocorreu na frente dos dois filhos do casal, um menino de quatro anos e uma menina de dois.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o sargento aparece aplicando um golpe de mata-leão em Yara, que, além de ter sido agredida, alega que Gilvan tem entrado em contato com seus familiares, enviando vídeos do período em que estavam separados.
“Espero que a justiça seja feita e que ele seja preso. Ele está descumprindo uma lei. Amanhã, vou à delegacia registrar um novo boletim porque eu e meus filhos estamos em perigo", declarou Yara.
Em resposta, o CBMEPI emitiu uma nova nota na quinta-feira (19), informando que foi aberto um procedimento administrativo para investigar a conduta do sargento, tanto no âmbito profissional quanto em sua vida pessoal. Mas a nota não diz claramente qual é esse "procedimento administrativo".
Na nota, a corporação reforçou que não compactua com qualquer forma de violência e que valoriza o respeito à dignidade humana, especialmente no que diz respeito à proteção das mulheres.
A seguir a nota "vaselina" do Corpo de Bombeiros:
NOTA OFICIAL
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Piauí (CBMEPI) vem a público informar que, na manhã desta quinta-feira (19), tomou conhecimento das recentes imagens veiculadas na mídia, supostamente envolvendo um bombeiro militar da corporação em uma lamentável cena de violência doméstica. O CBMEPI esclarece que foi determinada a abertura de um procedimento administrativo para apurar a conduta do militar, tanto no âmbito de suas funções dentro da corporação quanto em sua vida social.
Reiteramos que qualquer comportamento que atente contra a dignidade da pessoa humana não reflete os valores do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Piauí. Não apoiamos, incentivamos ou compactuamos com qualquer tipo de violência. O CBMEPI reafirma seu compromisso com os direitos humanos, com a proteção da integridade das mulheres e com a promoção de uma sociedade segura, baseada no respeito, dignidade e acolhimento, que são deveres de todo agente de segurança pública.
Informamos ainda que o Estado do Piauí dispõe de diversos centros especializados de apoio às mulheres vítimas de violência, onde podem buscar acolhimento, suporte e orientação. Seguem os contatos de referência:
Centro de Referência Especializado Esperança Garcia (CREG)
Defensoria Pública do Estado – Núcleo de Defesa da Mulher em Situação de Violência
Centro de Referência Estadual da Mulher em Situação de Violência - Francisca Trindade
Núcleo das Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (NUPEVID)
Central de Flagrantes de Atendimento à Mulher e a Grupos Vulneráveis de Teresina
INVESTIGAÇÃO FEDERAL
GRAVÍSSIMO
ACIDENTE
POLICIAIS INFLUENCIADORES
COMBATE AO CRIME
FEMINICÍDIO