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Stefhany é destaque em revista de circulação nacional

Piauí Hoje

Teresinha

10 de julho de 2009 às 03:07


Reportagem de Danilo Casaletti para a revista Época conta como Stefhany, o fenômeno do YouTube com o Melô do CrossFox, se tornou sucesso com um dos clipes mais vistos do site de vídeos. Ela também fala das comparações com Joelma, da banda CalypsoSucesso na Web Vídeo de Stefhany já foi visto mais de 1 milhão de vezesStefhany ficou conhecida nacionalmente com uma versão feita pela própria mãe para "A Thousand Miles", hit de Vanessa Carlton. A música caiu no YouTube, tornou-se um viral - já teve mais de 1,6 milhão de acessos - e ganhou até um apelido: "Melô do CrossFox". Boa parte do sucesso deve-se à impressionante dose de autoestima exibida pela jovem de 17 anos: na música, Stefhany se diz "linda e absoluta" e decide sair em seu CrossFox para esquecer um ex-amor. Apesar de algumas gozações em relação à canção e à produção nada profissional do vídeo, a cantora começa a colher os frutos da fama instantânea. Desde que bombou na rede, diz ter vendido 13 mil cópias de seu DVD e está sendo chamada de "rainha do brega".A repercussão foi mais do que inesperada. Stefhany afirma nem saber quem jogou o vídeo de seu clipe no YouTube, mesmo que agora todos liguem para ela querendo ser o pai da ideia. "A internet é algo mundial", diz. "Chorei de emoção ao ver meu clipe lá, saber que muita gente estava assistindo".O sucesso na rede fez com que a cantora Preta Gil a convidasse para cantar em um de seus shows no Canecão, no Rio de Janeiro, em maio. Foi Preta também quem a recomendou para o apresentador Luciano Huck, que convidou Stefhany para se apresentar em seu programa e, de quebra, realizou o sonho do jovem: ter um CrossFox amarelo. "Acho lindo uma mulher dirigindo esse carro. Ela fica mais poderosa, mais absoluta", afirma a cantora que, por ser menor de idade, terá que esperar até outubro, quando completar 18 anos, para poder "desfilar" com o carro.Apesar da pouca idade, Stefhany diz não se assustar com as comparações com a cantora Joelma - líder da banda Calypso, um dos maiores fenômenos recentes da música do norte do Brasil - e afirma que ela e Joelma têm muitas diferenças. "Ela é loira, eu sou morena. Ela joga a cabelo para frente, eu jogo para o lado. O meu forró é mais romântico, o dela puxa mais para o calypso". Início: cachê de 20 reais e demissões Caras e Bocas Os figurinos de Stefhany são feitos pela sua mãeApesar de ser apontada como um fenômeno do Piauí, na verdade, Stefhany nasceu na cidade de São Paulo, e voltou para Inhuma com a mãe e mais duas irmãs, em 1998, após a morte do pai. A mãe, que cantava em bandas de forró amadoras e trabalhava como costureira, teve que ir para a roça para garantir o sustento da família. "Ver minha mãe na roça me machucava. Várias vezes eu ia com ela, para ajudar", conta Stefhany.Foi com a mãe, a Nety, que Stefhany aprendeu a cantar. Nunca fez aula de canto e diz acreditar que o dom veio de Deus. "Ou você sabe, ou você não sabe", diz ela, que canta desde os 8 anos de idade. Nety, além de compor as canções, faz os figurinos da filha e a controla com mãos firmes. "Não tenho celular, ela não deixa", diz a cantora.Aos 12 anos, Stefhany ganhava R$ 20 por apresentação. Depois, deixou sua primeira banda, a Tropa de Choque, para cantar com Tonivan dos Teclados, que lhe ofereceu R$ 10 a mais por apresentação. O parceiro, que chegou a gravar composições da cantora em parceria com sua mãe, ficou furioso quando descobriu que, no ano passado, ela preparava um CD e DVD solo e a demitiu. "Fiquei mal. Pensei em desistir do projeto solo para o Tonivan me aceitar de volta, mas minha mãe não deixou", diz. Stefhany chegou a cantar em outra banda, mas foi dispensada pelo mesmo motivo.Agora, apesar de não revelar quanto cobra por apresentação, Stefhany afirma que a situação está bem melhor. A cantora, que diz fazer de 3 a 4 shows por semana, já se apresentou em diversas cidades do Piauí e de estados como Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco e São Paulo. Um site de notícias chegou a afirmar que Stefhany havia sido contratada para fazer shows pela Volkswagem - a fabricante do Cross Fox -, porém, tanto ela quanto a assessoria de imprensa da montadora negam a informação. O sucesso a promessa da mãeApresentar-se em um programa de repercussão nacional como o Caldeirão do Huck era um sonho de mãe e filha. Tanto que, agora, Nety terá que pagar uma antiga promessa: andar 400 km - de Inhuma, no interior do Piauí, até Juazeiro do Norte, no Ceará -, no lombo de um jumento. "Ela havia prometido fazer isso se minha carreira desse certo", conta Stefhany.A jovem diz que, até o momento, a única coisa que mudou na sua vida foi o aumento das viagens para cumprir a agenda de shows. Agora, seu objetivo é comprar um ônibus para que ela e sua banda possam excursionar pelo país. Por enquanto, ela e a mãe pagam o aluguel de um, que, segundo a cantora, está "caindo aos pedaços". "Quando conseguir o ônibus novo, grande, bonito, vou mandar colocar meu nome e as minhas fotos do lado de fora", afirma Stefhany.

Fonte: Época



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