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EXECUÇÕES FISCAIS

CNJ reduz em 40% estoque de execuções fiscais no país

Política de eficiência do CNJ encerrou 16,2 milhões de processos em três anos e reduziu significativamente o principal gargalo do Judiciário brasileiro

Teresinha Ferreira

06 de julho de 2026 às 07:01 ▪ Atualizado há 7 horas

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  • O estoque de execuções fiscais reduziu quase 40% entre 2023 e 2025, segundo o relatório Justiça em Números 2026 do CNJ.
  • Foram encerradas 16,2 milhões de execuções fiscais em três anos, um recorde para essa categoria de processos.
  • O número de execuções fiscais em tramitação caiu de 27,3 milhões para 16,4 milhões entre 2022 e 2025.
  • A Resolução nº 547/2024 permitiu encerrar processos fiscais menores que R$ 10 mil sem movimentos úteis por um ano.
  • A iniciativa começou em 2023 e foi uma ação do CNJ com outras entidades jurídicas e governamentais.
  • Novas execuções fiscais caíram mais de 65% entre 2022 e 2025, atribuídas às novas regras de resolução administrativa antes de ações judiciais.
  • Apesar da tendência de redução, a Justiça Federal teve um aumento pontual de processos em 2025.
  • O CNJ acredita que a política melhorou a eficiência do Judiciário, liberando recursos para outros processos mais complexos.

Sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável por coordenar políticas que reduziram em quase 40% o estoque de execuções fiscais no Brasil,
Sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável por coordenar políticas que reduziram em quase 40% o estoque de execuções fiscais no Brasil,

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reduziu em 39,9% o estoque de execuções fiscais em tramitação no país entre 2023 e 2025. O resultado faz parte do relatório Justiça em Números 2026, divulgado neste mês, e reflete os efeitos da política nacional de eficiência criada para diminuir o acúmulo de processos de cobrança tributária.

Ao longo dos últimos três anos, 16,2 milhões de execuções fiscais foram encerradas, tornando esse o maior avanço já registrado na redução do acervo processual desse tipo de ação, considerado há décadas o principal gargalo do Poder Judiciário brasileiro.

Estoque caiu quase 40%

Os dados mostram que o número de execuções fiscais em tramitação caiu de 27,3 milhões, ao final de 2022, para 16,4 milhões no encerramento de 2025. Somente no ano passado, a Justiça deu baixa em 5,8 milhões de processos, entre ações concluídas normalmente e aquelas extintas com base na Resolução nº 547/2024 do CNJ. A norma autoriza o encerramento de execuções fiscais de até R$ 10 mil que permaneçam sem movimentação útil por mais de um ano, desde que não tenha ocorrido citação válida do devedor nem localização de bens passíveis de penhora.

Mudança acelerou o julgamento dos processos

A política começou a ser implantada em outubro de 2023 por meio de uma ação conjunta entre o CNJ, os Tribunais Regionais Federais, o Conselho da Justiça Federal, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e a Advocacia-Geral da União. Antes da iniciativa, a Justiça brasileira conseguia encerrar entre 3 milhões e 4 milhões de execuções fiscais por ano, número insuficiente para acompanhar a quantidade de novas ações.

Execuções fiscais encerradas

  • 2023: 3,6 milhões
  • 2024: 6,8 milhões
  • 2025: 5,8 milhões

Total: 16,2 milhões de processos baixados.

Menos ações chegaram ao Judiciário

Outro resultado apontado pelo levantamento foi a redução no número de novas execuções fiscais ajuizadas. Em 2022, o Judiciário recebeu 3,8 milhões de novos processos. Em 2025, esse número caiu para 1,3 milhão, uma redução superior a 65%. A queda é atribuída às novas regras da Resolução nº 547/2024, que determinam que a cobrança judicial só pode ocorrer após tentativas de solução administrativa, conciliação e protesto do débito em cartório.

Novas execuções fiscais

  • 2022: 3,8 milhões
  • 2023: 2,9 milhões
  • 2024: 1,7 milhão
  • 2025: 1,3 milhão

Justiça Federal teve aumento pontual

Apesar da tendência nacional de redução, o relatório registra que a Justiça Federal recebeu 373 mil novas execuções fiscais em 2025, um crescimento de 90,9% em relação ao ano anterior. Segundo o CNJ, a variação decorre de fatores metodológicos e não altera o cenário geral, que demonstra redução do estoque de processos e maior eficiência na tramitação das execuções fiscais. Para o Conselho Nacional de Justiça, os resultados mostram que a política de racionalização da cobrança tributária tem contribuído para tornar o Judiciário mais eficiente, liberando recursos humanos e estruturais para o julgamento de processos considerados mais complexos e relevantes para a sociedade.

Fonte: conjur.



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