O coração dos brasileiros vai bater forte quando a seleção entrar em campo, daqui a pouco mais de duas semanas. E não é modo de dizer. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Munique no último mundial mostrou que, entre os alemães do sexo masculino, o risco de eventos cardíacos graves, como infartos, pode triplicar.Foi o que ocorreu em 1994 com o professor universitário Renato Ladeia. Ele tinha 46 anos quando passou mal enquanto Brasil e Itália decidiam a Copa nos pênaltis. "Senti um pouco de pressão no peito, mal-estar, muita angústia. Foi muita ansiedade vendo aquele jogo", conta.Levado ao hospital enquanto os rojões comemoravam o tetracampeonato, ele foi liberado pelos médicos, mas o infarto veio três meses depois. Com dois stents ("molas" que liberam a passagem do sangue) no coração, Ladeia pretende ficar longe da TV nos jogos da África do Sul. "Sou uma pessoa muito tensa. Nos jogos de futebol eu chuto junto com o jogador."Segundo os médicos, quem corre mais risco são as pessoas que já têm problemas no coração e não costumam se cuidar. "Às vezes o primeiro sintoma de uma pessoa que tem colesterol e pressão alta é o derrame ou o infarto", explica Pastore.No caso de Ladeia, que era magro, bebia pouco e não fumava, a vilã foi a vida sedentária. "Hoje faço caminhada e esteira diariamente. Tenho forma física melhor do que antes do infarto", comenta.
Fonte: Agências