Economia

EVENTO

Que desafios a Região Nordeste precisa enfrentar para alcançar o desenvolvimento ?

O debate vai começar às 10h e terá a participação do senador Jacques Wagner (PT-BA),ex-ministro e ex-governador da Bahia; Tânia Bacelar

Teresinha

17 de agosto de 2020 às 13:10


Evento
Evento

O Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030, o GT Agenda2030, promove na próxima terça-feira, 18 de agosto, o II Debate Público para discutir a aplicação e cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na região Nordeste do país. O encontro, que em função da necessidade de distanciamento social impostas pela pandemia da Covid-19, vai acontecer por meio de uma plataforma digital, o Zoom, com transmissão on-line pelo canal do GT Agenda 2030, no Youtube: www.youtube.com/gtagenda2030.

O debate vai começar às 10h e terá a participação do senador Jacques Wagner (PT-BA),ex-ministro e ex-governador da Bahia; Tânia Bacelar, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ex- secretária de Políticas de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional e ex-diretora da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste; Avanildo Duque, membro da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e ativista em defesa dos Direitos das Mulheres; José Patriota prefeito do município de Afogados da Ingazeira - PE e presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e representantes do GT Agenda 2030.

 O encontro é organizado pelo Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030 e pela ONG Gestos e faz parte do calendário anual do GT, que prevê a realização de cinco debates públicos sobre o desenvolvimento sustentável, um em cada região do país. Antes desse, outros dois reuniram representantes da região Sudeste, em junho, e dos estados do Norte, na semana passada. As atividades têm o financiamento da União Europeia.

 A ideia desse II Debate Público é, também, discutir os números que compõem a IV edição do Relatório Luz da Sociedade Civil Sobre a Agenda 2030 no Brasil, documento elaborado pelo GT Agenda 2030 que foi lançado no fim de julho numa audiência da Frente Parlamentar Mista de Apoio aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) do Congresso Nacional. Todas as informações contidas nele foram obtidas com base na análise de dados oficiais do governo federal por 105 especialistas do GT Agenda 2030.

 "Para transformar a realidade de qualquer espaço ou lugar primeiro é preciso conhecê-lo a fundo, para depois implementar as mudanças ou melhorias que são necessárias. O Relatório Luz é esse Norte, digamos. Ele consegue, na medida do possível, mapear como estão cada uma das metas da Agenda 2030, no Brasil e em suas regiões, e através disso possibilita que apontemos recomendações que precisam ser adotadas para fazer com que cada Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) seja alcançado de verdade na prática de cidades, estados, regiões e do país", explica Alessandra Nilo, coordenadora-geral da ONG Gestos, de Pernambuco, e cofacilitadora do GT Agenda 2030, que fará a abertura do debate.

O IV Relatório Luz foi confeccionado a partir da análise de 145 das 169 metas da Agenda 2030, um pacote de metas estabelecidas por 193 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU), entre eles o Brasil, para que cheguemos no ano de 2030 com um mundo mais justo social e economicamente e com um planeta mais bem cuidado. Desse total de compromissos, 17 metas não possuem dados para análise e sete não se aplicam ao Brasil.

Do montante de 145 metas que formam o relatório, os/as especialistas tiveram dificuldades no levantamento de informações devido ao "apagão de dados" em curso no país que se reflete na ausência ou ineficiência de políticas públicas, inexistência ou insuficiência de números e/ou séries históricas sobre muitos dos temas.

O relatório tem como foco os últimos 12 meses. Ele mostra, por exemplo, os impactos do maior desastre ambiental vivido pelo país, com o derramamento de óleo no litoral nordestino no ano passado. Só na área socioeconômica, a avaliação é que os impactos inviabilizaram sobretudo a prática da pesca artesanal, categoria que engloba mais de 80% dos pescadores e pescadoras em atividade no país. Pelo menos 144 mil pescadores(as) e marisqueiros(as) tiveram seu trabalho imediatamente comprometido.

O GT Agenda 2030 é uma coalizão com 51 organizações, movimentos sociais, fóruns e fundações brasileiras responsável pela difusão, promoção e monitoramento da implementação dos ODS no país. Ele foi criado em setembro de 2015. E desde 2017 publica anualmente o Relatório Luz.

   Serviço:

II Diálogo Público sobre a Agenda 2030 no Nordeste

Data: 18/08 (terça-feira), 10h às 12h30

Tema: "Os desafios econômicos para o Nordeste à luz dos ODS"

Plataforma: Zoom, com transmissão simultânea pelo canal do GT A2030 no YouTube - www.youtube.com/gtagenda2030

   Programação:

10h - Abertura com Alessandra Nilo

 10h10 - Mesa 1: os desafios econômicos para o Nordeste à luz dos ODS. Com Cláudio Fernandes, Tânia Bacelar e Jaques Wagner

11h – Debates e perguntas

 11h20 – Exibição dos vídeos das campanhas do GT A2030

 11h25 - Mesa 2: Agenda 2030: um roteiro socioambiental para o Nordeste. Com Juliana Cesar, Avanildo Duque e José Patriota

 12h10 - Debates e perguntas

 12h30 - Encerramento

Fonte: Alex Cunha



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