Economia

Prefeitura e anestesistas negociam salários da categoria

Piauí Hoje

Teresinha

15 de maio de 2008 às 04:05


Hoje (15) pela manhã, o prefeito Sílvio Mendes se reuniu com representantes dos médicos anestesistas no Hospital de Urgência de Teresina Dr. Zenon Rocha para discutirem o impasse que impede os profissionais de prestarem serviços no local. A categoria apresentou uma proposta e recebeu uma contraproposta da PMT que deverá ser avaliada pelos médicos em assembléia logo mais à noite. O HUT deverá trabalhar com três categorias de médicos: os concursados do município, os do Estado (provenientes do HGV) e os plantonistas. Os dois primeiros contam com plano de cargos e salários definidos, ficando o impasse apenas entre os anestesistas. Os médicos anestesistas querem remuneração de R$ 600 por cada plantão de 12h, de segunda a sexta-feira, e R$ 800 nos finais de semana e feriados, além de produtividade. Sendo assim, os plantonistas teriam uma renda mensal em torno de R$ 4.800. Segundo Sílvio Mendes, com esses valores, o município aumentaria a folha de pessoal do município em R$ 806.663,00 por mês, comprometendo outros serviços. "É preciso entender que além da Saúde, temos outras obrigações para com a população. A Lei estabelece que o município gaste 15% de seus recursos com Saúde. Por sabermos a importância desse setor, gastamos 20%", disse. A Prefeitura apresentou contraproposta de pagamento mensal no valor fixo de R$ 4.070 para os plantonistas que deverão tirar uma média de oito plantões de 12 horas por mês. Silvio Mendes explica que os valores foram calculados com base no plantão de 12h sendo equivalente a R$ 500, ou seja, apenas R$ 100 a menos do que é proposto pelos anestesistas. "A categoria pede R$ 1.200 por plantão de 24h e nossas condições permitem pagar R$ 1.000. Entendemos que tanto os anestesistas, os outros médicos e demais profissionais de saúde merecem ganhar muito mais do que a Prefeitura paga, porém estamos oferecendo o que é possível. Esperamos, sinceramente, que esses profissionais, que são essenciais para o funcionamento do HUT, compreendam nossa posição e a importância desse hospital funcionar e funcionar bem", disse o prefeito. O HUT continua atendendo pacientes encaminhados pelo Hospital Getúlio Vargas, exceto aqueles que dependem de intervenções cirúrgicas e, consequentemente, necessitam de anestesia. Outrossim, continua acontecendo o processo de transição entre o pronto-socorro dos dois hospitais. Participaram da reunião os diretores do HUT, o presidente da Fundação Municipal de Saúde, João Orlando, o presidente do Conselho Regional de Medicina, Hilton Mendes, o presidente do Sindicato dos Médicos, Leonardo Eulálio, a representante do Ministério Público, Cláudia Seabra, Marcos Aurélio da Procuradoria Regional do Trabalho, Carlos Wagner do Ministério Público Federal e diretores de hospitais da capital.

Fonte: Semcom



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