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Precificação de ativos financeiros: como usar esse indicador no M&A?

Entenda o que é e para que serve a precificação de ativos financeiros, sua fórmula, como interpretar os resultados e quais as limitações do CAPM.

Teresinha

11 de outubro de 2023 às 08:20


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Se você buscar informações sobre precificação de ativos financeiros, verá que o indicador é bastante utilizado no mercado para a análise de investimentos na bolsa de valores. Porém, saiba que ele é adotado também no cálculo de valuation, que estima o valor de mercado de uma empresa.

Isso quer dizer que tanto investidores do mercado financeiro quanto os de companhias estão de olho nesse índice a fim de entender como é a estrutura e a saúde da empresa, além do retorno mínimo que devem exigir conforme o nível de risco.

Se você tem interesse no assunto, leia até o final e aprenda o que é e como interpretar o CAPM, sua fórmula e importância para analisar se a fusão ou aquisição desejada poderá render bons frutos e valerá o risco corrido.

O que é precificação de ativos financeiros?

O modelo de precificação de ativos financeiros (ou de capital), conhecido pela sigla CAPM (Capital Asset Pricing Model), é um método para avaliar o risco e a rentabilidade esperada de um investimento, seja ele uma ação na bolsa de valores ou uma empresa à venda.

Por estimar a taxa de retorno, o índice é usado para precificar os investimentos que são de médio e alto risco. Geralmente, esse método se baseia em alguns aspectos, como comportamento do mercado, distribuição do risco e rentabilidade esperada.

Qual a importância da precificação de ativos financeiros?

A precificação de ativos financeiros é essencial para aplicar o método Fluxo de Caixa Descontado, visando definir o valuation de uma empresa. Esse tipo de cálculo é um dos mais usados no mercado e, para realizá-lo, é preciso encontrar o valor de capital próprio, que é extraído do CAPM.

Além disso, o CAPM é importante porque contribui para:

  • analisar a relação entre risco e retorno de um investimento;

  • estimar a taxa de retorno apropriada;

  • calcular o custo de capital próprio;

  • oferecer informações para os investidores tomarem decisões mais assertivas.

Quando fazer a precificação de ativos financeiros?

A precificação de ativos financeiros é feita quando o investidor deseja mensurar o risco e o retorno sobre algum investimento. O CAPM é usado, portanto, nas finanças, na contabilidade e no valuation de uma companhia.

O cálculo do valuation, por exemplo, pode ser feito por diversos motivos, como vender a empresa, pedir empréstimo ou financiamento, negociar cotas da sociedade e captar investimentos, entre outros.

Qual é a fórmula do CAPM?

Agora que você já entendeu o que é precificação de ativos financeiros, quando usá-la e seus benefícios, chegou o momento de colocar em prática o aprendizado e aplicar a fórmula do CAPM para ajudar a avaliar os investimentos. Ela é a seguinte:

ERi = Rf + βi (ERm – Rf)

Sendo que:

  • ERi: Retorno Esperado do Investimento (Expected Return of Investiment);

  • Rf: Taxa Livre de Risco (Risk-free Rate);

  • βi: Beta do investimento (Beta of the Investment);

  • ERm: Retorno Esperado do Mercado (Expected Return of Market);

  • (ERm – Rf): Prêmio de Risco de Mercado (Market Risk Premium).

A taxa livre de risco (Rf) é o valor do dinheiro no tempo, podendo ser considerada uma taxa de rendimento sem riscos, como a renda fixa. Nesse contexto, a Rf representa o valor mínimo de retorno que deve ser obtido do investimento.

 O índice beta (βi) configura o risco não-diversificável e é associado a fatores econômicos do investimento e do mercado. Já os outros componentes da fórmula do CAPM representam os riscos adicionais que são assumidos pelo investidor.

Quais são os riscos do CAPM?

De modo geral, existem dois tipos de risco ao calcular o CAPM:

  • não-diversificável: que não pode ser evitado, sendo associado a fatores climáticos, inflação, guerra entre países, aumento do juros etc.;

  • diversificável: que pode ser minimizado com a correta diversificação de investimentos. Ele é associado a um determinado investimento ou segmento de mercado.

A ideia do CAPM é estimar o retorno sobre o investimento sem deixar de lado os riscos que não podem ser descartados por meio da diversificação. Afinal, apesar de serem imprevisíveis, impactam diretamente a rentabilidade de um negócio.

Como interpretar o CAPM?

Como o objetivo do CAPM é estimar a taxa de retorno pela relação entre rentabilidade e risco de um investimento, sua interpretação pode ser focada no coeficiente beta (βi), pois ele multiplica o prêmio de risco de mercado.

Quanto maior for o beta, maior será o risco do investimento, que terá maior sensibilidade a variações de mercado. Porém, apesar de elevar o nível de risco, também aumenta a estimativa de retorno.

Por isso, é fundamental utilizar outros indicadores do mercado para fazer uma análise mais completa de uma empresa à venda.

O CAPM tem algumas limitações que tornam necessário avaliar outros dados para tomar uma decisão mais completa e assertiva sobre um investimento.

Principais limitações do CAPM

  • Considera que a taxa livre de risco permanece constante, contudo, ela varia a longo prazo.

  • Leva em consideração a taxa de retorno anterior, o que não garante que essa mesma rentabilidade se repetirá no futuro.

  • Os riscos são avaliados pela volatilidade do investimento, entretanto, uma empresa pode ser afetada por outros tipos de riscos, afetando a rentabilidade.

Como avaliar o retorno e o risco na compra de uma empresa?

Como comprar uma empresa gerando valor? A melhor forma de buscar empresas para investir e analisá-las profundamente é contar com o suporte de uma consultoria de M&A (fusões e aquisições). Seus consultores atuam de ponta a ponta no processo, desde a busca por oportunidades até o fechamento do negócio.

Isso evita que os investidores e os sócios se envolvam diretamente, tornando a operação mais profissional e imparcial. Afinal, o foco do consultor é beneficiar todos os envolvidos na negociação.

Não se esqueça de contar com consultorias de M&A qualificadas e com bastante experiência no mercado, evitando erros em cálculos e avaliação de indicadores, como a precificação de ativos financeiros e o valuation, entre outros. Bons negócios!

Fonte: Capital Invest, uma das principais boutiques de M&A no Brasil, com quase 20 anos de experiência em assessoramento financeiro para avaliação, compra e venda de empresas.



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