COMPORTAMENTO
Teresinha
11 de dezembro de 2020 às 21:38
Diante da flexibilização extensiva do isolamento social em diversos estados brasileiros, a abertura das cidades e o movimento aquecido da economia levaram o Produto Interno Bruno – PIB – a uma alta de 7,7% no terceiro trimestre de 2020. Esse dado representa uma comparação com o trimestre anterior (entre abril e junho), que apresentou queda de 9,6%.
Especialistas acreditam que o resultado positivo do PIB foi amplamente impulsionado pelo registro de 7,6% em crescimento no consumo das famílias. De acordo com Luana Miranda, economista e pesquisadora do Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), “o principal destaque no terceiro trimestre é a forte reação do consumo e da produção de bens, com comércio e indústria já superando as perdas registradas a partir de abril".
Já na indústria, o Instituto Brasileito de Geografia e Estatística – IBGE – anunciou alta de 14,8% em relação ao trimestre anterior. No último mês de novembro, inclusive, a Fundação Getúlio Vargas – FGV –, anunciou um importante avanço no Índice de Confiança da Indústria – ICI – apurado na prévia da sondagem de novembro teve um avanço de 1,6 ponto em relação ao resultado fechado de outubro. Segundo a instituição, foram registrados 112,8 pontos, o segundo maior patamar desde outubro de 2010.
Incertezas para 2021
Apesar dos números positivos, ainda há uma intensa incerteza por parte dos economistas a respeito do futuro no país. Estima-se que esse forte avanço da atividade no último trimestre tenha sido um reflexo do efeito estatístico da queda no período anterior e impulso fiscal do governo em resposta à pandemia, como o Auxílio Emergencial que atendeu mais de 60% da população brasileira.
Há uma projeção de que o fechamento deste quarto trimestre já apresente uma perda no ímpeto. Para 2021, o cenário é ainda mais incerto, especialmente devido ao desemprego, ao fim do estímulo do governo e o desarranjo das contas públicas que, por certo, revelarão um desafio intenso para a economia nacional.
Fonte: Ascom
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