Pesquisadores do interior de São Paulo desenvolvem um projeto que pode acabar com o exame de toque, procedimento usado para detectar o câncer de próstata. As pesquisas indicam que há boas chances de substituir o toque pelo tratamento a laser.Todo mundo sabe falar da importância do exame de toque, mas, na prática, o entusiasmo é bem menor. O procedimento que assusta tantos homens é necessário para identificar o câncer na próstata, a glândula reprodutora masculina.Os números da Sociedade Brasileira de Urologia mostram que apenas três em dez homens com mais de 45 anos fazem a prevenção da doença, que deve atingir 400 mil brasileiros este ano. "O exame preventivo é feito através da dosagem do PSA no sangue e através do toque retal. Ambos se complementam", explica o urologista Luiz Cláudio Alves.Pesquisadores de uma universidade de São José dos Campos prometem acabar com o exame de toque. Em laboratório, eles desenvolvem uma nova técnica para diagnosticar o câncer de próstata, usando um equipamento a laser.Na primeira fase da pesquisa, os especialistas estão testando a interação dos feixes de luz com sangue, sêmen e urina. "Nós vamos analisar os três e ver qual deles podem tornar o exame mais conclusivo", explica o pesquisador Marcos Tadeu Pacheco.Os pesquisadores estão montando um banco de dados com as análises feitas em 150 amostras de tecido, e os resultados devem sair em dois anos.Enquanto a pesquisa não termina, o melhor é fazer como seu Irineu Gutierrez, que há 20 anos, faz o check-up anual. "Não me sinto à vontade, mas se precisa ser feito, a gente tem que se sujeitar a ele", diz o aposentado.
Fonte: Agências