Economia

Novos focos de barbeiro são encontrados em Santa Filomena

Piauí Hoje

Teresinha

09 de dezembro de 2007 às 03:12


Vários focos de barbeiro já foram encontrados em casas das localidades Fortaleza e Zelândia, no município de Santa Filomena, conforme constatou e denunciou no final de outubro o agente epidemiológico Albertino Júnior Alves Barreira, acrescentando ter conhecimento da presença do inseto também na zona urbana.A comprovação da denúncia, segundo o vereador José Bonifácio Bezera(PcdoB), veio na semana passada, quando uma dona-de-casa que reside no centro de Santa Filomena, cidade situada no sudoeste piauiense e distante 920 km da capital, viu o inseto na parede de um dos cômodos da casa e imediatamente chamou a equipe de vigilância epidemiológica.Apesar do alerta feito pelo servidor municipal, solicitando providências por parte das autoridades competentes, nada foi feito até o momento. Inclusive, o secretário municipal de saúde - Moisés Espinar Avelino - pediu exoneração do cargo, alegando falta de condições para desenvolver um trabalho satisfatório à frente daquela pasta. O número de pontos de incidência do barbeiro no município ainda não foi consolidado. Pelo menos 41 localidades da zona rural de Santa Filomena deveriam ter sido visitadas somente este ano pela vigilância epidemiológica, a fim que fossem procurados focos e borrifadas com inseticida as residências em que fossem encontrados os insetos. No entanto, falta-lhes o essencial: transporte e ferramentas de trabalho adequadas."Para que se tenha idéia da situação em que se encontra a secretaria municipal de saúde, os dois pulverizadores costais existentes estão com defeito, não funcionam", reclama o agente Franco Sebastião Lopes de Sousa.O barbeiro, vetor da doença de Chagas, é comumente encontrado em região de Matas. A destruição da vegetação possivelmente está desalojando-o. Como conseqüência, invade as residências, onde passa a contaminar animais domésticos e seres humanos. Inseto hematófago, ou seja, que se alimenta de sangue, o barbeiro procura o rosto para dar sua picada - que não é sentida, já que ele expele um líquido anestésico. Logo depois de picar, o inseto defeca. Nas fezes está o perigo: o tripanossoma, que aproveita a brecha da picada para entrar no organismo.

Fonte: Diário do Povo



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