Economia

Médico defende aborto como proteção às gestantes pobres

Piauí Hoje

Teresinha

11 de outubro de 2007 às 03:10


O ginecologista Cristião Fernando Rosas defendeu a descriminalização do aborto por considerar que as maiores vítimas de mortalidade provocada por essa prática são as gestantes negras, pobres e de baixa escolaridade. Ao participar, ontem, de audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família da Cãmara dos Deputados, o ginecologista disse que a ilegalidade do aborto induzido acentua as diferenças socioeconomicas do Brasil.Entre os principais motivos que levariam as gestantes a praticar aborto, ele citou a média de filhos maior do que o planejado, as barreiras no acesso a métodos contraceptivos e a gestação motivada por violência. Cristião Fernando Rosas é presidente da Comissão Nacional de Violência Sexual e Interrupção da Gravidez em Casos Previstos em Lei, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo-SP). A audiência da Comissão de Seguridade discute o Projeto de Lei 1135/91, que descriminaliza o aborto provocado pela própria gestante ou com o seu consentimento. O debate foi, ontem (10) no plenário 7 da Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Câmara



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