Economia

Josélio Andrade foi um dos palestrantes no lançamento da campanha 2008

Piauí Hoje

Teresinha

30 de abril de 2008 às 04:04


O Brasil pretende erradicar de a febre aftosa em todos os estados até 2009. Essa é a meta do Plano Nacional de Erradicação da Aftosa, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária, Josélio Andra de Moura, um dos palestrantes no lançamento, hoje (30), no Cine Teatro da Assembléia Legislativa do Piauí, da campanha estadual de combate à febre, cujo slogan é "Gado Protegido é Piauí Desenvolvido - Vacine Contra a Febre Aftosa".Dividida em duas etapas - a primeira começa amanhã (1°/05) e prossegue até o dia 31 de maio; e a segunda, prevista para começar no dia 1º de novembro e prosseguindo até o dia 30/11) -, a campanha pretende vacinar 1,6 milhão de cabeça de gados bovino e bubalino em 76 mil propriedades rurais cadastradas pela Adapi (Agência de Defesa Argopecuária do Piauí).Josélio Andrade explicou que atualmente a maioria dos estados do Nordeste estão na condição de "risco desconhecido" - a exceção da Bahia e Sergipe, que estão livres com vacinação, e de Pernambuco e Maranhão, estados com médio risco para aftosa.Os prejuízos dessa situação para os criadores dos Estados é enorme. Em uma arroba (15Kg) nos estados onde há risco desconhecido custa R$ 78,00, enquanto que nos estados livres da aftosa a arroba do boi rastreado (certificado) alcança R$ 90,00. São R$ 12 de prejuízo por arroba de carne.Além do prejuízo financeiro no mercado interno, grande parte dos criadores nordestinos está impedida de negociar produtos de origem animal, principalmente a carne bovina, no mercado externo.Para sair do risco desconhecido e passar para médio risco, o Piauí precisa cumprir 12 itens impostos pelas autoridades sanitárias, que incluem, além da vacinação periódica dos rebanhos, controle efetivo nas barreiras, fiscalização do trânsito de animais, cadastro das propriedades e dos rebanhos, com certificado de vacinação de cada animal, instalação de agências de defesa agropecuária, entre outros.A apresentação da nota fiscal na basta para certificar a imunização do rebanho. É necessário que o criador, até 15 dias após a aplicação da vacina, proceda o preenchimento dos certificados e leva aos escritórios da Adapi nos municípios. A Adapi se encarrega de fiscalizar as propriedades, sendo que naquelas onde há a reincidência em não proceder a aplicação da vacina, o Estado se encarregará de estabelecer a vacinação assistida.

Fonte: Paulo Pincel



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