Economia

Investimento global do Ministério da Saúde será de R$ 110 milhões em 2

Piauí Hoje

Teresinha

25 de maio de 2009 às 04:05


O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, iniciou nesta segunda-feira (25/05) a primeira etapa de um roteiro de visita aos Estados da Amazônia Legal e do Nordeste para reforçar a importância do pacto pela redução da mortalidade infantil. Até quarta-feira, dia 27, o ministro terá percorrido 9 mil km, entre as capitais do Maranhão, Piauí, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, para participar das cerimônias de assinatura de 123 acordos entre os governadores e os prefeitos dos municípios prioritários.O ministro quer diminuir, no mínimo, em 5% o número de mortes crianças menores de um ano de idade, com foco principalmente nos neonatos (bebês com até 27 dias de vida). Nas duas regiões - Amazônia Legal e Nordeste - o pacto prevê ações em 250 municípios, o que representará um investimento global do Ministério da Saúde de R$ 110 milhões este ano, sem contar com as contrapartidas dos governos estaduais e municipais. Até meados de junho, Temporão cumprirá uma programação de visita aos 17 estados das duas regiões.Só para o Piauí, serão destinados R$ 8,3 milhões. Estes recursos, de acordo com o ministro, devem ser investidos na capacitação dos profissionais; na melhoria dos atendimentos à mãe e ao bebê antes, durante e depois do parto; no aperfeiçoamento das atividades do Samu; na ampliação da rede de banco de leite humano; dentre outras iniciativas."O Brasil tem grandes conquistas na redução da mortalidade infantil, mas podemos fazer mais e melhor. Para isso, precisamos promover um trabalho conjunto entre o Governo Federal, Estaduais e as Prefeituras. Assim, conseguiremos atingir a meta de 14 mortes para cada 1000 bebês nascidos, estabelecida pela ONU. O prazo limite é o ano de 2015. Mas talvez alcançaremos este índice já em 2012, ou antes", disse José Gomes Temporão, durante solenidade no Palácio de Karnak, na manhã de hoje, quando houve a assinatura do pacto com os municípios piauienses. Hoje, a cada mil nascidos, 19,4 bebês morrem antes de completar um ano de vida.O ministro fez um apelo para que os prefeitos encarem a mortalidade infantil como um problema sério, com potencial para deixar em alerta toda a sociedade. "Cada morte de mãe ou criança deve ser considerado grave pelas autoridades, deve despertar um estado de sentinela", concluiu.Entre 2000 e 2007, no Brasil, morreram 443.946 crianças menores de um ano de idade. No Nordeste, foram 144.003 e na Amazônia Legal (incluindo o Maranhão), 76.916. Nas duas regiões, o número de óbitos somou 220.919 ou quase 50% do total nacional. Assim, a Amazônia Legal e o Nordeste estão entre as prioridades do governo federal, decidido a diminuir as desigualdades regionais até 2010.Além da mortalidade infantil, especialmente a de neonatos, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, quer reduzir o sub-registro de nascimento, o analfabetismo e garantir mais investimentos na agricultura familiar. "Lula nos lançou um desafio, durante o encontro de governadores do Nordeste, realizado em Pernambuco. Ele pediu que pensássemos maneiras para reduzir as desigualdades entre as regiões no País", disse Temporão, esclarecendo que a mortalidade de crianças é um dos fatores responsáveis por acentuar as diferenças.

Fonte: O Dia



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