CONTRADIÇÃO
Luiz Brandão
20 de janeiro de 2026 às 11:25
Um levantamento do Tesouro Nacional revela uma situação financeira crítica em estados administrados por opositores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2025, o governo federal desembolsou aproximadamente R$ 11 bilhões para pagar parcelas de dívidas de quatro unidades da federação que não conseguiram honrar seus compromissos. Os estados beneficiados – Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás – são todos governados por políticos de oposição e estão enquadrados no Regime de Recuperação Fiscal (RRF).
O socorro financeiro foi realizado prontamente pela União, atuando como fiador de última instância, sem que questões políticas tenham impedido o auxílio. A ação evita a inadimplência dos estados junto a credores, como bancos e organismos internacionais, preservando a credibilidade do país no cenário financeiro global.
Os valores pagos pelo Tesouro em 2025 foram:
· Rio de Janeiro (gov. Cláudio Castro): R$ 4,69 bilhões
· Minas Gerais (gov. Romeu Zema): R$ 3,55 bilhões
· Rio Grande do Sul (gov. Eduardo Leite): R$ 1,59 bilhão
· Goiás (gov. Ronaldo Caiado): R$ 888,06 milhões

O Regime de Recuperação Fiscal, ao qual esses estados estão submetidos, oferece um alívio imediato às contas públicas, incluindo a suspensão temporária de dívidas com a União e o pagamento de operações por ela garantidas. Em contrapartida, os governadores precisam adotar um rigoroso plano de ajuste, com limites rígidos de gastos, contenção salarial e a implementação de medidas como privatizações e reformas administrativas. As dívidas não são perdoadas, mas refinanciadas em prazos que podem chegar a 30 anos.
Os dados mostram um cenário de longa data. Desde 2016, a União já pagou R$ 86,52 bilhões** em garantias a estados, tendo recuperado apenas **R$ 5,9 bilhões. A maior parte desse volume está concentrada nos entes federativos que aderiram ao RRF. Apenas em dezembro de 2025, o Tesouro quitou R$ 1,48 bilhão, majoritariamente em favor do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.
A situação evidencia uma contradição política: governadores que frequentemente criticam a gestão econômica do governo federal são justamente os que mais dependem do Tesouro Nacional para manter suas finanças em ordem e evitar um colapso de crédito.
(*) Com informações do Metrópoles
Fonte: Tesouro Nacional
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