As farmácias populares do Piauí, que vendem remédios a preços subsidiados, não atendem a nenhum paciente que não disponha de uma receita médica. Essa é a fórmula encontrada pelas autoridades da Secretaria Estadual da Saúde (Sesapi) para combater o uso indiscriminado de medicação sem a devida cautela, com os riscos que a automedicação pode oferecer ao usuário.A diretora da Unidade de Vigilância e Atenção à Saúde da Sesapi, Maria Gorete Ferreira, explica que, no caso do Piauí, é seguida a mesma recomendação. O pessoal das farmácias populares é orientado a não realizar nenhum tipo de atendimento sem a devida receita médica.Para Gorete Ferreira, os casos de automedicação no Piauí estão dentro dos mesmos índices observados nos demais Estados brasileiros. Ela considera que essa prática é favorecida por vários fatores, entre os quais a propaganda indiscriminada de medicação através dos meios de comunicação e a disposição das farmácias em vender remédios sem exigir a receita médica.A Unidade de Vigilância e Atenção à Saúde é rigorosa no cumprimento da orientação superior. Isso é observado em todos os estabelecimentos da rede de farmácias populares. A diretora explica que a receita tem validade de até seis meses, mas sem ela ninguém compra medicação na rede de estabelecimentos públicos que vendem remédios a preços subsidiados.
Fonte: CCOM