Economia

Dólar mantém tendência de queda com continuidade do impeachment

Os desdobramentos do processo do impeachment da presidente Dilma Rousseff têm ditado o comportament

Teresinha

18 de abril de 2016 às 12:04


Os desdobramentos do processo do impeachment da presidente Dilma Rousseff têm ditado o comportamento do dólar no Brasil nas últimas semanas de forma intensa – em muitas ocasiões, fazendo com que a moeda oscilasse descolada do cenário externo. A moeda norte-americana passou da casa dos R$ 4 em janeiro para a faixa dos R$ 3,40 na última semana – e, com a aprovação da continuidade do processo neste domingo (17) na Câmara dos Deputados, pode continuar caindo. O impeachment segue agora para o Senado e as incertezas sobre a saída de Dilma e um possível governo do vice-presidente Michel Temer seguem influenciando o mercado.

Segundo o superintendente regional de câmbio da SLW, João Paulo de Gracia Corrêa, a tendência é de queda para o dólar com o processo de impeachment caminhado para a saída de Dilma, porém, o Banco Central tem atuado no sentido de manter a moeda estável. “Notamos que o BC entra com leilão de swap cambial reverso (compra futura) quando o dólar cai de 3,50. Hoje, o dólar abriu em 3,4857 e o BC anunciou um leilão de 80 mil contratos. Com isso, às 9h50, o dólar já foi para R$ 3,53″, explica. Segundo o especialista, a volatilidade no câmbio vai permanecer até o processo de afastamento completo.

Saiba mais no boletim de abertura de mercado desta segunda-feira (18), com o superintendente regional de câmbio da SLW, João Paulo de Gracia Corrêa:

Alheio ao cenário externo na última sexta-feira, onde o preço do barril de petróleo cedia e o dólar tinha comportamento misto entre as moedas emergentes, aqui as atenções estavam centralizadas na votação do impeachment da presidente Dilma na Câmara no domingo. Apesar das apostas otimistas no afastamento da petista, os agentes do mercado exibiram uma posição defensiva antes da votação à espera do desdobramento do processo. Com isso, o dólar fechou em alta de 1,42%, cotado em R$ 3,5263.

Os mercados financeiros internacionais iniciam a semana com viés negativo após a reunião dos países exportadores de petróleo não chegarem a um acordo neste final de semana em Doha. O preço da commoditie cai, pressionando as principais bolsas europeias e futuros americanos, também penalizando as moedas dos países exportadores de commodities.

Internamente, os players locais vão digerir a ampla vitória na Câmara dos Deputados ao prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma, focando suas atenções na agenda do vice-presidente Michel Temer e nas medidas que o PMDB deve anunciar para o país sair da crise. Cunha deve entregar pessoalmente, hoje, o processo ao presidente do Senado, Renan Calheiros, que já sinalizou que não deve segurar o pedido de afastamento na Casa. De acordo com o placar da Agência Estado, no Senado já tem 44 votos a favor, 21 contra, 10 indecisos e 6 não quiseram responder. Com o resultado na Câmara ontem à noite, o rali deve continuar nos ativos brasileiros no curto prazo. O BC não anunciou nenhum leilão para esta segunda-feira e o dólar deve abrir com viés de baixa. Porém, não descartamos atuações da instituição durante a sessão, caso a moeda americana desvalorize muito.

Confira os índices de abertura do mercado em www.slw.com.br.

Fonte: UOL



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