MERCADO DE TRABALHO
Arthur
16 de fevereiro de 2024 às 11:57
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (16) estatísticas referentes à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). De acordo os dados coletados, o Brasil registrou uma queda na taxa de desemprego durante o quarto trimestre de 2023, que passou de 7,7% para 7,4%.
Entretanto, essa diminuição não foi uniforme em todo o território nacional. De acordo com a pesquisa, apenas dois estados acompanharam essa tendência, o Rio de Janeiro, com queda de 10,9% para 10,0%, e o Rio Grande do Norte, de 10,1% para 8,3%.
Por outro lado, Rondônia viu sua taxa subir de 2,3% para 3,8%, enquanto Mato Grosso aumentou de 2,4% para 3,9%. No estado do Piauí, a taxa de desemprego registrada foi de 10,6%, um aumento de 0,5% em relação ao trimestre anterior.
Segundo a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, a explicação para essas variações é complexa. De acordo com a especialista, o Rio de Janeiro experimentou um aumento na ocupação, especialmente nos setores industriais e de serviços.
"Diversos estados do país apresentaram tendência de queda, mas só em dois deles a retração foi considerada estatisticamente significativa. No Rio de Janeiro, houve crescimento acentuado da ocupação, principalmente nas atividades industriais e de outros serviços. No caso do Rio Grande do Norte, o recuo da taxa foi influenciado pela redução do número de pessoas procurando trabalho no período”, explica Beringuy.

Os estados com as maiores taxas de desocupação no último trimestre de 2023 foram Amapá (14,2%), Bahia (12,7%) e Pernambuco (11,9%). Das treze unidades federativas com taxas superiores à média nacional (7,4%), apenas duas não estão nas regiões Norte ou Nordeste: Rio de Janeiro (10,0%) e Distrito Federal (9,6%).
A diferença na formalização do emprego também é evidente entre as regiões. Enquanto no Sul 83,5% dos empregados no setor privado têm carteira assinada, no Norte e Nordeste esses números são bem menores: 60,9% e 57,3%, respectivamente.
Quanto à desocupação por gênero, tanto homens quanto mulheres viram suas taxas caírem do terceiro para o quarto trimestre de 2023. A redução foi mais expressiva para os homens que ficaram com uma taxa de 6%. A taxa de desocupação das mulheres passou de 9,3% para 9,2%.
Por fim, no último trimestre de 2023, cerca de 1,8 milhão de pessoas estavam desempregadas há dois anos ou mais, representando 22,3% da população desocupada. Esse número teve uma redução significativa em relação ao mesmo período de 2022, quando alcançou 2,2 milhões.
Fonte: IBGE
NOVAS TARIFAS
DINHEIRO
EMBALAGEM
RESPOSTAS
MERCADO FINANCEIRO
FINANÇAS