Economia

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Confiança da indústria brasileira atinge baixa histórica

Índice cai para 44,4 pontos em julho, diz CNI, menor desde a pandemia

Teresinha Ferreira

13 de julho de 2026 às 15:58 ▪ Atualizado há 21 horas

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  • A confiança dos empresários da indústria brasileira caiu em julho ao menor nível desde a pandemia de covid-19.
  • O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) recuou 2,3 pontos, marcando 44,4 pontos.
  • O indicador está abaixo de 50 pontos por 19 meses consecutivos, indicando falta de confiança.
  • Essa é a segunda maior sequência de pessimismo desde a recessão de 2015-2016.
  • A persistência do pessimismo pode afetar produção, investimentos e empregos na indústria.
  • O Índice de Condições Atuais caiu para 41,6 pontos e o de Expectativas para 45,8 pontos.
  • Incertezas internacionais aumentam a percepção de risco, afetando expectativas.
  • A pesquisa do Icei incluiu 1.118 empresas de diversos tamanhos.

Agência Brasil De acordo com a CNI, a persistência do pessimismo pode impactar a atividade industrial
De acordo com a CNI, a persistência do pessimismo pode impactar a atividade industrial

A confiança dos empresários da indústria brasileira caiu, em julho, ao menor patamar desde o auge da pandemia de covid-19. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) recuou 2,3 pontos em relação a junho, registrando 44,4 pontos.

O indicador permanece abaixo da linha de 50 pontos por 19 meses consecutivos, apontando falta de confiança no setor. Essa é a segunda maior sequência de pessimismo desde o período de recessão econômica entre 2015 e 2016.

De acordo com a CNI, a persistência do pessimismo pode impactar a atividade industrial, afetando produção, investimentos e o mercado de trabalho. "Períodos prolongados de pessimismo se traduzem em redução do número de empregados e cancelamento de investimentos", afirmou Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

Os componentes do índice mostram queda: o Índice de Condições Atuais caiu 0,7 ponto, para 41,6, e o Índice de Expectativas baixou 3,1 pontos, chegando a 45,8, o maior recuo desde novembro de 2022.

A CNI também aponta que a deterioração das expectativas está relacionada a incertezas no cenário internacional, como o agravamento dos conflitos no Oriente Médio e possíveis tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, elevando a percepção de risco entre os empresários.

O Icei varia de zero a 100 pontos, e resultados abaixo de 50 indicam falta de confiança. Em julho, a pesquisa ouviu 1.118 empresas, incluindo pequenos, médios e grandes empreendimentos.

Fonte: Agência Brasil