O número de casos de dengue nas seis primeiras semanas de 2009, comparado com 2008, disparou em seis Estados brasileiros Minas Gerais, Bahia, Roraima, Acre, Espírito Santo e Amapá. No Acre, número de casos aumentou mais de 2.100%.O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira o primeiro levantamento sobre a doença deste ano. Em todo país, nesse período, o volume de casos caiu em 40,53% se comparado com o mesmo período no ano passado de 72.234 em 2008 para 42.956 neste ano.De acordo com o levantamento, até o dia 13 de fevereiro, foram registrados 66 casos de dengue hemorrágica com três mortes. Outros 75 casos da doença tiveram complicações e duas pessoas morreram.Em Minas Gerais, o volume de casos passou de 3.564 no período em 2008 para 6.266 neste ano 175,8% de aumento. Na Bahia, foram 2.998 do ano passado contra 9.003 de 2009 300% de acréscimo. Neste ano foram registrados 5.955 casos no Espírito Santo contra 1.133 no ano passado 525% de aumento. No Acre o volume de casos subiu mais de 2.100% de 261 no ano passado para 5.562 em 2009. Em Roraima o acréscimo foi de 319% 361 em 2008 contra 1.153 neste ano. No Amapá, foram registrados 520 casos neste ano, contra 284 nas primeiras semanas de 2008 183%.Nesses Estados, os municípios em situação mais crítica são Jequié (BA), Baixo Guandu, Serra, Nova Venécia e Vitória, no Espírito Santo; Belo Horizonte, Coronel Fabriciano e Itanhomi, em Minas; Rio Branco (AC); Boa Vista (RR); e Macapá (AP).Embora o Rio de Janeiro tenha registrado queda de 89,79% dos casos de dengue neste período, em relação a 2008, o Estado e os municípios também estão em alerta contra a doença porque há grande complexidade na região metropolitana, como alta densidade populacional e condições climáticas muito favoráveis à multiplicação do mosquito transmissor da dengue.Em outubro do ano passado, meses antes do período de maior transmissão da doença de janeiro a maio, o ministério anunciou o aumento de R$ 1,08 bilhão para distribuição em todos os Estados para combate a doença.Para cinco dos seis Estados que tiveram aumento da doença no início deste ano, foram repassados cerca de R$ 324 milhões. No entanto, o Amapá está fora do repasse, de acordo com informe do Ministério da Saúde.
Fonte: Bol