SEM RECURSOS
Alinny Maria
02 de outubro de 2019 às 09:48
O Programa Bolsa Família, criado em 2003 para beneficiar famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza em todo o País, pode encolher em 2020. Uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo veiculada nessa terça-feira (1º), informou que o Programa Bolsa Família voltou a registrar filas para o cadastro de novos beneficiários este ano. O motivo seria a falta de recursos e a fila se forma quando as respostas demoram mais de 45 dias. O ministro da Cidadania, Osmar Terra, disse a integrantes da CMO (Comissão Mista de Orçamento) do Congresso durante reunião recentemente, que a fila de espera está voltando em razão da dificuldade orçamentária do Governo.
Neste ano, a equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro congelou cerca de R$ 1 bilhão, de um total de quase R$ 5 bilhões, para as atividades da pasta responsável pelo Bolsa Família. Portanto, o programa está funcionando no limite de seu orçamento. No Piauí, esse congelamento vai impossibilitar a entrada de novos beneficiários no programa.
Segundo informações do gerente de Programas de Transferência de Renda e Benefícios Socioassistenciais, Roberto Oliveira, a medida representa um grande dano, não só no Piauí, mas em todo o país. "Consequentemente iremos ter uma elevação da extrema pobreza no Brasil todo e isso já está acontecendo. Além da gente não ter as correções do próprio valor do benefício, isso também vai impossibilita a entrada de novos beneficiários. Então, basicamente a gente vai manter o que nós já temos hoje e com isso, impossibilitar a entrada de novos beneficiários", disse Roberto Oliveira ao Cidadeverde.com.
Dados do Bolsa Família no Piauí
No Piauí, o número de famílias inscritas no Cadastro Único em julho de 2019 era de 698.258 dentre as quais: 461.251 com renda per capita familiar de até R$ 89,00; 39.962 com renda per capita familiar entre R$ 89,01 e R$ 178,00; 98.938 com renda per capita familiar entre R$ 178,01 e meio salário mínimo; 98.107 com renda per capita acima de meio salário mínimo.
Orçamento
Até agosto deste ano, foram gastos R$ 20,9 bilhões, uma média de R$ 2,6 bilhões por mês. Com esse ritmo, o dinheiro reservado (R$ 29,5 bilhões) pode não ser suficiente até o fim do ano. A cobertura chegou a 14,3 milhões de famílias em maio e, desde então, registra seguidas quedas, atendendo 13,5 milhões em setembro.
Em 2020, os beneficiários do programa devem sofrer consequências ainda maiores. Para o ano, Bolsonaro já anunciou um cenário ainda mais enxuto para o programa social. O projeto de Orçamento elaborado pelo presidente prevê o mesmo montante que em 2019 (cerca de R$ 29,5 bilhões), o que não incluiu aumento do benefício pela inflação nem o 13º, uma das principais campanhas de Bolsonaro para o programa.
Fonte: Com informações do jornal Folha de S.Paulo e Cidadeverde.com
NOVAS TARIFAS
DINHEIRO
EMBALAGEM
RESPOSTAS
MERCADO FINANCEIRO
FINANÇAS