Economia

CORTE DE GASTOS

Bolsa Família não será afetado pelo corte orçamentário, afirma Wellington Dias

Declaração do ministro também recai sobre os outros programas do governo

Isaac

19 de novembro de 2024 às 08:10


Wellington Dias, Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS)
Wellington Dias, Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS)

Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), afirmou nesta segunda-feira (18) que os cortes orçamentários planejados pelo Governo Federal não irão impactar os benefícios do programa Bolsa Família. A declaração foi dada durante uma coletiva de imprensa na reunião de cúpula do G20, realizada no Rio de Janeiro.

Segundo Dias, a economia de R$ 2 bilhões prevista para 2025 será alcançada por meio de medidas voltadas ao combate à fraude e pela eficiência no gerenciamento do programa, sem prejuízo aos direitos dos beneficiários. O ministro destacou que a decisão reflete um compromisso assumido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de preservar os programas sociais.

“Não haverá corte de quem tem direito. Quem recebe o Bolsa Família porque cumpre os critérios legais continuará recebendo. O mesmo vale para o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e outros programas sociais”, afirmou.

Economia pela redução da pobreza e combate a fraudes

Wellington Dias explicou que o programa permite que as famílias melhorem sua renda ao longo do tempo, levando à sua saída natural do Bolsa Família. Ele citou como exemplo uma família de cinco pessoas, que só é desligada do programa quando alcança uma renda superior a cinco vezes meio salário mínimo, atualmente R$ 3.530. “Uma vez no Cadastro Único, a família só sai do Bolsa Família ao superar a condição de pobreza. Se no futuro perder a renda ou o emprego, ela retorna automaticamente, sem precisar enfrentar filas”, garantiu.

Em 2023, o governo economizou R$ 7 bilhões dos R$ 175 bilhões previstos para o Bolsa Família, totalizando R$ 168 bilhões em gastos. Esse saldo foi alcançado, segundo Dias, pela exclusão de famílias que já não atendiam aos critérios do programa. Para 2024, a estimativa é de uma economia adicional de R$ 1,6 bilhão.

Ainda assim, o programa continuou a incluir novos beneficiários. Apenas em outubro deste ano, cerca de 400 mil famílias em situação de insegurança alimentar passaram a integrar a folha de pagamento.

Impacto social e econômico

Dias enfatizou que, além de contribuir para a redução da pobreza, o Bolsa Família também tem impacto positivo na economia ao ampliar a capacidade de consumo das famílias.

Por outro lado, o ministro reconheceu a necessidade de cortes orçamentários e afirmou que medidas de equilíbrio fiscal podem beneficiar especialmente as populações mais pobres. “O equilíbrio fiscal ajuda a controlar a inflação, a reduzir juros e a aumentar a capacidade de investimento, criando condições econômicas mais favoráveis para todos”, concluiu.

A manutenção do Bolsa Família reflete a estratégia do governo de aliar políticas sociais com esforços para garantir maior eficiência na gestão pública, sem abrir mão do combate à desigualdade.

Fonte: Agência Brasil



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