Arte e Cultura

LITERATURA BRASILEIRA

Grande Sertão: Veredas completa 70 anos e mantém relevância

Obra de Guimarães Rosa é celebrada por críticos e leitores pelo estilo inovador.

Teresinha Ferreira

18 de julho de 2026 às 06:12 ▪ Atualizado há 9 horas

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  • "Grande Sertão: Veredas" comemora 70 anos, sendo uma obra-prima da literatura brasileira.
  • Eduardo Giannetti destaca a inovação e a ousadia do romance, considerando-o excepcional na literatura nacional.
  • A obra é descrita por Giannetti como resultado de uma "possessão criativa" e um "experimento quase mediúnico".
  • Escrito entre 1946 e 1956, foi inspirado por uma viagem ao interior de Minas Gerais.
  • O livro é notável pela sua linguagem rica e musical, refletindo a fala do interior brasileiro.
  • A escolha linguística de Rosa foi inicialmente vista como estranha por alguns críticos.
  • Adriana Calcanhoto elogia Rosa pela preservação da expressão regional e afirma que o livro é transformador.
  • Giannetti descobriu ter um parentesco com Rosa, aumentando sua admiração pelo autor e seu legado.

Agência Brasil Livro Grande Sertão Vereda
Livro Grande Sertão Vereda

O clássico da literatura brasileira Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, completa 70 anos desde seu lançamento, permanecendo uma obra-prima admirada por leitores e críticos. Eduardo Giannetti, economista e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), destaca a inovação e ousadia do romance, considerando-o um dos maiores da literatura nacional.

Giannetti considera que Grande Sertão: Veredas é uma obra de "apuro formal inexcedível" e resultado de uma espécie de possessão criativa, um "experimento quase mediúnico" de Rosa ao transcrever algo que parecia vir de fora de si.

Produzido entre 1946 e 1956, junto com Corpo de Baile, o romance foi inspirado por uma viagem ao interior de Minas Gerais, uma região que influenciou fortemente a ambientação da obra.

Além da trama envolvente, o livro é conhecido pela linguagem rica e musical, que refletia a fala do povo do interior brasileiro. Críticos na época, no entanto, viam a escolha linguística de Rosa como algo de "outro planeta", desconhecendo a realidade cultural que ele retratava.

A cantora Adriana Calcanhoto elogiou a importância de Rosa em preservar essa forma de expressão, ressaltando que sua obra é tanto universal quanto profundamente regional. Segundo ela, Grande Sertão: Veredas é leitura obrigatória pela transformação que provoca em seu leitor.

Além disso, Eduardo Giannetti descobriu durante a leitura da biografia de Rosa pelo jornalista Leonêncio Nossa, que existia um parentesco entre suas famílias. A revelação apenas intensificou sua admiração pela obra e o legado de Guimarães Rosa.

Fonte: Agência Brasil