Ciência & Tecnologia

O valor da maternidade

Piauí Hoje

Teresinha

09 de maio de 2008 às 04:05


(*)Por Valmor BolanTemos que valorizar mais a maternidade, especialmente nos dias de hoje em que tantas mulheres parecem ter colocado o sucesso profissional acima de qualquer outro objetivo na vida, desejosas de vencer a todo custo no mercado, tornando-se bem-sucedidas seja no trabalho, como nas artes, até mesmo na área científica, abrindo mão, muitas vezes, de uma dimensão tão importante na realização da mulher como pessoa humana, que é a missão da maternidade. Missão exigente, pois requer renúncia, sacrifício, dedicação. A maternidade é hoje um desafio, e em meio a tantos ataques contra a família e a vida humana, a maternidade está revestida de grande heroísmo, especialmente para as mulheres que a assumem de forma integral, visando o cuidado e a formação dos filhos.José Román-Flecha, no Lexicon (importante documento publicado pelo Pontifício Conselho para a Família) lembra o posicionamento da Igreja sobre essa questão, destacando que "o Papa lembra que não pode existir uma legítima defesa da mulher caso se esqueça de seu papel na família ou se procure ignorar que toda vida nova é confiada totalmente à proteção e ao cuidado da mulher que a carrega em seu seio. Denuncia-se decididamente a idéia de que o papel da maternidade seja opressivo para a mulher e que um compromisso com sua família e com seus filhos impeça-lhe a realização pessoal e a capacidade de influir na sociedade".Temos que combater essa mentalidade que vai se difundindo cada vez mais, de que o filho é um peso na vida da mulher, que traz riscos e que atrapalha a realização da mulher. Isso é um equívoco. Desde a antiguidade, os filhos sempre foram uma benção na vida da família. Requer que evidentemente cuidemos hoje para que haja mais promoção da família, políticas públicas que a favoreçam, com o apoio que se faz necessário para que a principal instituição humana tenha os meios que precisa para se desenvolver naturalmente. Ainda acrescenta José-Román Flecha, de que é preciso evitar "os obstáculos do individualismo exagerado e do relativismo moral, bem como os empecilhos de um condicionamento social e cultural que não permita à mulher chegar a tomar consciência de sua dignidade".Queremos, neste próximo Dia das Mães, reforçar o valor da maternidade, para que mais mulheres a assumam com alegria, pois a sua realização plena e integral só é possível diante dessa missão. Somos assim chamados, todos nós, pais e mães, a defender a família e a vida humana, como nos pede a Campanha da Fraternidade desse ano, para que crianças e jovens, adultos e idosos, todos sejam acolhidos em família, na grande família da sociedade humana, que busca superar os tantos problemas existentes, para que alcancemos a civilização do amor e da solidariedade, indispensáveis para a felicidade do gênero humano.Feliz Dias das Mães! Que seja vivido como um dia de graça, pela rica experiência da maternidade, que muito nos ajuda a compreender o amor de Deus para com todos.(*) Valmor Bolan é doutor em Sociologia e reitor do UNIBERO - Anhanguera Educacionale-mail: reitor@unibero.edu.br

Fonte: Piauí Hoje



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