Julgamento do caso Henry Borel
Da Redação
27 de maio de 2026 às 16:07 ▪ Atualizado há 58 minutos
Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi descrito como tendo traços de perversidade e prazer em provocar sofrimento em crianças, segundo o psiquiatra Rafael Bernardon Ribeiro. O profissional é a primeira testemunha no terceiro dia do julgamento pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos.
O médico psiquiatra afirmou: “Consegui perceber padrão de abuso infantil. Tem padrão de perversidade em infligir dor em crianças”. Jairinho e a mãe de Henry, Monique Medeiros, são réus. A acusação diz que Henry morreu após ser agredido por Jairinho, e a mãe teria sido omissa.
Bernardon Ribeiro foi contratado pelo pai de Henry, Leniel Borel, para traçar o perfil psicológico dos réus. Ele analisou depoimentos e entrevistas, sem contato direto com os réus, sob a chamada da promotoria de acusação. Leniel atua como assistente de acusação.

Relatos de abusos cometidos por Jairinho incluem episódios com os filhos de Natasha de Oliveira Machado e Débora Mello Saraiva. Crianças teriam sofrido agressões físicas e manipulação psicológica.
A defesa de Jairinho, representada por Rodrigo Faucz, criticou o depoimento por questões éticas, alegando que o psiquiatra não deveria comentar sobre indivíduos não entrevistados. A juíza Elizabeth Machado Louro negou o pedido de impugnação da defesa de Monique.
Outras testemunhas ainda serão ouvidas, incluindo a médica que atendeu Henry no dia de sua morte, atendendo a um pedido do juízo do caso.
No depoimento do delegado Henrique Damasceno, foi dito que a narrativa inicial dos réus era uma “farsa ensaiada”. Informações obtidas do celular da babá de Henry ajudaram a confirmar que Monique tinha conhecimento das agressões.
No julgamento, com duração prevista de cinco dias, estão em pauta acusações de homicídio qualificado, tortura e fraude processual contra Jairinho. Monique enfrenta acusações semelhantes.
Fonte: Agência Brasil
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