Brasil

ELEIÇÕES 2026

Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro 31% das intenções de voto no 1º turno, diz Datafolha

Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro após escândalo com Banco Master

Redação

22 de maio de 2026 às 16:25 ▪ Atualizado há 20 horas

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  • A pesquisa Datafolha indica um cenário de isolamento para Lula na corrida presidencial de 2026, após vazamento de mensagens envolvendo Flávio Bolsonaro.
  • Lula lidera com 40% das intenções de voto, frente a 31% de Flávio Bolsonaro.
  • A vantagem de Lula sobre Flávio aumentou de 3 para 9 pontos após o escândalo.
  • Sem Flávio na disputa, Lula atinge 41%, enquanto Michelle Bolsonaro herda 22% das intenções de voto.
  • Romeu Zema e Ronaldo Caiado têm 6% e 5%, respectivamente, com ausência de Flávio.
  • Pesquisa realizada com 2.004 eleitores, margem de erro de dois pontos percentuais.
  • Em eventual segundo turno, Lula vence Flávio por 47% a 43%.
  • Flávio e Lula têm altas taxas de rejeição, 46% e 45%, respectivamente.
  • Michelle Bolsonaro tem 31% de rejeição, enquanto Zema e Caiado têm taxas mais baixas, 18% e 15%.
  • Lula é bem conhecido por 65% dos eleitores, enquanto Flávio e Michelle têm 34% e 27% de conhecimento público.
  • Caiado e Zema são pouco conhecidos nacionalmente, com 11% e 13% de reconhecimento.

Lula (PT)  e Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL)

A primeira pesquisa Datafolha realizada  após o escândalo das mensagens vazadas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, aponta um cenário de isolamento para o presidente Lula (PT) na corrida presidencial de 2026. 

No principal cenário testado para o primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto contra 31% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A vantagem do petista, que era de apenas 3 pontos no levantamento feito na semana anterior (38% a 35%), saltou para 9 pontos percentuais, refletindo o impacto imediato da reportagem do site The Intercept Brasil — que revelou pedidos de apoio financeiro de Flávio a Vorcaro para a produção de um filme biográfico sobre o clã Bolsonaro.

O Datafolha também testou a viabilidade eleitoral da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como alternativa da direita. No cenário sem Flávio, Lula lidera com folga e atinge 41% das intenções de voto, enquanto Michelle herda apenas 22%. 

A saída de Flávio do tabuleiro pulveriza os votos da oposição moderada, fazendo o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), subir para 6%, seguido de perto pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 5%. 

O instituto ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre os dias 20 e 22 de maio, operando com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Em uma eventual simulação de segundo turno, Lula vence Flávio por 47% a 43%, um empate técnico no limite da margem.

Rejeição estratosférica e o teto do "conhecimento" dos candidatos

O calcanhar de Aquiles dos dois líderes da pesquisa continua sendo os índices de rejeição. Flávio Bolsonaro lidera o quesito mais amargo do levantamento: 46% dos brasileiros afirmam que não votariam no senador "de jeito nenhum". 

Lula aparece colado, com 45% de rejeição consolidada, desenhando um país ainda profundamente polarizado. M

ichelle Bolsonaro corre por fora com 31% de veto eleitoral, enquanto nomes do centro-direita como Zema (18%) e Caiado (15%) mantêm taxas de rejeição bem mais baixas, indicando teto para crescimento caso consigam furar a bolha do desconhecimento público.

O gráfico de recall da pesquisa justifica a centralização do debate. Lula é uma figura amplamente consolidada, sendo "muito bem conhecido" por 65% do eleitorado nacional. Já os herdeiros políticos do bolsonarismo ainda lutam para nacionalizar suas imagens de forma profunda: apenas 34% dos entrevistados dizem conhecer muito bem Flávio Bolsonaro e 27% têm o mesmo nível de familiaridade com Michelle. 

Ronaldo Caiado e Romeu Zema aparecem nas lanternas de exposição nacional, sendo conhecidos de perto por meros 11% e 13% do público, respectivamente, o que explica a dificuldade de ambos em ultrapassar a barreira dos 5% nas intenções de voto espontâneas e estimuladas neste início de pré-campanha.

Fonte: g1



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