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Governo vai ao STF para tentar anular redução de penas de condenados pelo 8 de janeiro

Após rejeição de Messias pelo Senado, governo admite embate com Congresso, aposta em pressão nas redes e prepara ação na Corte

Da Redação

01 de maio de 2026 às 08:19 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O governo federal pretende acionar o STF contra a derrubada do veto ao Projeto de Lei da Dosimetria.
  • O projeto reduz penas para condenados por atos antidemocráticos pós-eleições de 2022.
  • Parlamentares governistas consideram isso um "desvio de finalidade" e um possível desrespeito à separação dos Poderes.
  • A decisão do Senado, que rejeitou Jorge Messias para o STF, é vista como rompimento com o Planalto.
  • Aliados do governo argumentam que a nova lei tenta retroagir sobre casos já julgados.
  • Pelo menos 179 presos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, podem ser beneficiados.
  • O governo observa possíveis desgastes políticos e reações negativas nas redes sociais.

Congresso Nacional
Congresso Nacional

 O governo federal deve acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a derrubada do veto ao Projeto de Lei da Dosimetria, ocorrida nesta quinta-feira (30) no Congresso Nacional. 

A medida, que reduz as penas de condenados por atos antidemocráticos após as eleições de 2022, é vista por parlamentares governistas como um "desvio de finalidade" e uma possível violação à separação entre os Poderes.

A estratégia de judicialização ganha força após a rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias ao STF, gesto interpretado como uma ruptura do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, com o Planalto. 

Aliados do governo argumentam que a nova legislação tenta retroagir sobre casos já julgados, o que fundamentaria o questionamento constitucional. Além do PT, partidos como a Rede discutem acionar a Corte para reverter a derrota sofrida no Legislativo.

A proposta pode beneficiar diretamente pelo menos 179 presos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, cuja progressão para o regime semiaberto poderia ter o prazo reduzido pela metade. Enquanto a oposição celebra a derrubada do veto como uma vitória, o governo monitora o potencial de desgaste do Congresso nas redes sociais, citando como exemplo a reação negativa popular ocorrida durante a tramitação da "PEC da Blindagem" em 2025.

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Fonte: Metrópoles