CAR MAIS
Teresinha
16 de fevereiro de 2021 às 08:00
O Grupo Renault apresentou na França o seu novo plano estratégico global, denominado de Renaulution, com o objetivo de aumentar a rentabilidade e projetar a empresa para o futuro. O destaque do plano é a previsão do lançamento, até 2025, de vinte e quatro modelos das marcas que compõem o conglomerado francês – Renault, Dacia, Alpine e a nova Mobilize, centrada nas novas formas de mobilidade.
Desses, pelo menos dez serão 100% elétricos. Na Europa, o grupo pretende apoiar-se na aliança com Nissan e Mitsubishi para reduzir custos e incrementar a capacidade de desenvolvimento de produtos com maior valor agregado, o que deve levar à redução dos volumes de produção.

Liderar o mercado europeu na eletrificação até 2025 é uma das ambições. Está prevista a criação, provavelmente no norte da França, de um novo polo de produção de veículos elétricos com a maior capacidade do grupo em todo o mundo, além de estabelecida uma joint-venture relacionada com o hidrogênio, para atacar o mercado das fuel cells, de forma que a gama de modelos seja a mais “verde” do Velho Continente.
Na marca Renault, a estratégia batizada como “Nouvelle Vague” aponta para o lançamento de quatorze modelos até 2025, sete deles 100% elétricos e outros sete destinados aos segmentos de médios e médio-grandes, mais rentáveis e que passarão a ser o foco principal da marca na Europa.
Apesar disso, a próxima grande aposta europeia da marca será um compacto – o relançamento do Renault 5, antecipado pelo Renault 5 Prototype, que pretende representar a própria materialização do plano Renaulution em termos de produto.
O protótipo urbano ilustra a pretensão da marca do losango de democratizar o automóvel elétrico na Europa, por meio de uma abordagem moderna de um modelo extremamente popular na sua época.

Também está previsto um novo modelo já antecipado pelo Bigster Concept, protótipo de um SUV de sete lugares com 4,6 metros de comprimento, robusto e espaçoso, feito sobre uma plataforma capaz de acolher motores com energias alternativas e híbridos. Já a marca Alpine passa a reunir a Alpine Cars, a Renault Sport Cars e a Renault Sport Racing em uma nova empresa.

O fato de a Alpine passar a ser a divisão esportiva do Grupo Renault significa que lhe caberá assegurar a sua representação na Fórmula-1, na qual a equipe do espanhol Fernando Alonso e do francês Estebon Ocon levará o nome de Alpine F1.
Está previsto o lançamento de um compacto esportivo Alpine baseado na plataforma CMF-B EV – possivelmente o sucessor do Renault Clio R.S.. Se para a Europa a aposta é nos modelos médios e elétricos, para a América do Sul, as operações continuarão focadas nos compactos com motores convencionais – no Brasil, motores flex, movidos a gasolina ou etanol –, considerados localmente mais viáveis.
Este ano, a Renault lançará a reestilização do Captur, que promete elevar expressivamente o padrão de qualidade do SUV compacto. Para os próximos anos, ainda estão previstos o lançamento das novas gerações de Logan e Sandero com motor 1.0 turbo e de um SUV compacto inédito, menor que o Duster.
Fonte: Automotrix
Natural de Pernambuco, é jornalista em São Paulo, editor dos jornais Alpha Autos e BLEH!, do blog Alpha Lazer e da fanpage @CoisaVelha - que tem mais de um milhão de seguidores no Facebook e Instagram. É Top4 dos “+Admirados Jornalistas da Imprensa Automotiva 2023”, na votação promovida pelo Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva.
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