O deputado Mário Frias (PL-SP) negou ter enviado emendas parlamentares para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. A declaração foi feita nesta segunda-feira (25), quando Frias reafirmou que suas emendas foram destinadas a projetos de inclusão digital, empreendedorismo e esportes.
Frias é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por possível desvio de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, ligado à produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, uma cinebiografia de Bolsonaro ainda não lançada.
Em manifestação ao ministro Flávio Dino, relator do caso, Frias considerou as suspeitas como “falsas, desprovidas de prova e difamatórias”. Ele destacou a ausência de evidências de que recursos foram para produções cinematográficas.
A representação no STF foi feita pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Frias afirmou que a Câmara, via parecer de Jules Michelet Pereira Queiroz e Silva, corroborou que não houve irregularidades.
Antes do comunicado, um oficial de Justiça tentou intimar Frias cinco vezes sem êxito. Ele está no exterior sem autorização da Câmara.
O filme sobre Bolsonaro ganhou destaque após o site The Intercept divulgar que Flávio Bolsonaro solicitou recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção. Flávio alegou que os fundos eram privados e negou qualquer irregularidade.