Líder do PT defende combate ao PCC e CV sem “interferência externa” no Brasil

Deputado criticou setores da extrema direita após decisão dos Estados Unidos de classificar facções como organizações terroristas

O deputado federal Paulo Pimenta (PT), líder do partido na Câmara dos Deputados, defendeu a estratégia do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no combate ao crime organizado e criticou setores da extrema direita que celebraram a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o enfrentamento às facções criminosas deve ocorrer com firmeza, mas sem comprometer a soberania nacional.

“O governo do presidente Lula tem uma posição clara: combater PCC, Comando Vermelho e qualquer organização criminosa com firmeza, dentro da lei, fortalecendo a Polícia Federal, rastreando dinheiro, combatendo lavagem, tráfico de armas e protegendo a soberania do Brasil”, escreveu.

A declaração ocorre após o governo do presidente Donald Trump anunciar a classificação das facções brasileiras em categorias ligadas à política de segurança nacional norte-americana.

Críticas à oposição

O deputado afirmou que parte da oposição tenta transformar a medida anunciada pelos Estados Unidos em uma vitória política, sem considerar possíveis impactos para a autonomia brasileira.

“O que a extrema direita tenta vender como ‘grande dia’ pode abrir caminho para interferência externa, sanções contra o país e uma lógica militarizada sobre um problema que precisa ser enfrentado com inteligência, coordenação e responsabilidade”, declarou.

Segundo o deputado, o combate ao crime organizado deve ser tratado como política de Estado, com foco em inteligência, cooperação institucional e fortalecimento das capacidades do Estado brasileiro.

“Ninguém está defendendo facção. Estamos defendendo o Brasil”, afirmou.

O parlamentar também rebateu críticas feitas ao governo federal e reforçou que a defesa da soberania nacional não significa minimizar a atuação das organizações criminosas.

“O combate ao crime precisa ser sério. Precisa proteger o povo. Precisa atingir o dinheiro, as armas, os operadores e as redes que sustentam essas organizações”, escreveu.

“Segurança pública não pode ser palanque”

Ao longo da publicação, o líder do PT defendeu que o debate sobre segurança pública não seja utilizado como instrumento político-eleitoral.

“Segurança pública não pode ser palanque. Soberania nacional não pode ser moeda de troca”, declarou.

Na parte final da mensagem, o deputado afirmou que o Brasil possui condições de enfrentar o crime organizado por meio das próprias instituições.

“O Brasil não precisa se ajoelhar para combater o crime. Precisa de Estado forte, cooperação séria e compromisso com a vida real das pessoas”, escreveu.

Pimenta encerrou a publicação reafirmando apoio ao combate rigoroso às facções criminosas dentro da legalidade.

“Sem facção. Sem entreguismo. Com lei e trabalho concreto”, finalizou.