Saúde

Prefeitura de Miguel Alves realiza campanha de combate à leishmaniose

Leishmaniose Doença Cachorros Calazar Miguel Alves

Teresinha

10 de abril de 2015 às 16:04


Cachorro
Cachorro
A prefeitura de Miguel Alves está realizando campanha de combate à leishmaniose, doença conhecida popularmente como calazar, e que, nos centros urbanos, atinge principalmente cachorros.

De acordo com a prefeita Salete Rêgo, equipes de agentes de endemias estão sendo distribuídas nos bairros, escolhidos aleatoriamente ou de acordo com o volume de incidência da doença.

Segundo Salete, o trabalho é preventivo – combate aos focos, exames e recolhimento de animais infectados – e educativo, com a prestação de informações sobre como evitar a doença.

“A conscientização da população e sua colaboração direta como agente de combate à doença é essencial para que o problema seja eliminado”, frisa a prefeita.

Salete Rêgo ressalta que é importante que os donos vacinem seus animais e, sempre que os sintomas da doença aparecerem, encaminhem o mais rápido possível aos agentes de endemias.

A doença

A leishmaniose é uma doença infecciosa, porém não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Os parasitas vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa do indivíduo, chamadas macrófagos.

Há dois tipos de leishmaniose: leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar. A leishmaniose tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior frequência nas partes descobertas do corpo. Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta.

A leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. Esse tipo de leishmaniose acomete essencialmente crianças de até 10 anos. É uma doença de evolução longa, podendo durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano.

A leishmaniose é transmitida por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos ou flebotomíneos. As fontes de infecção das leishmanioses são, principalmente, os animais silvestres e os insetos flebotomíneos que abrigam o parasita em seu tubo digestivo, porém, o hospedeiro também pode ser o cão doméstico.

Fonte: Ascom - Miguel Alves



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