ALERTA
Pâmela
03 de março de 2025 às 09:00
Embora o carnaval seja uma festa de alegria e descontração, algumas práticas comuns durante a celebração podem representar riscos inesperados à saúde. Um exemplo alarmante é o "chupão", popular em festas, que pode causar sérios problemas, como acidente vascular cerebral (AVC). Casos médicos recentes revelam que a pressão no pescoço, provocada pelo chupão, levou a complicações graves, gerando preocupação entre especialistas.
Recentemente, uma mulher de 44 anos na Nova Zelândia sofreu um AVC após a prática de um chupão, resultando em fraqueza e perda de movimento no braço direito. O diagnóstico surpreendeu os médicos, que não esperavam que a pressão no pescoço tivesse tal impacto.
Além disso, um caso semelhante ocorreu na Dinamarca, onde uma mulher de 35 anos também sofreu um AVC após a prática de um chupão, que ocorreu apenas 12 horas antes do incidente. Esses casos chamam atenção para os potenciais perigos dessa tradição aparentemente inofensiva.
A questão que surge é: como um gesto aparentemente inofensivo pode evoluir para um problema tão grave? Especialistas explicam que a pressão aplicada durante um chupão pode lesionar a artéria carótida, responsável por transportar sangue do coração para o cérebro.
O neurologista Felipe Aydar Sandoval, do Hospital Sírio-Libanês, descreve essa lesão como uma dissecção da artéria carótida, que é uma ruptura na parede da artéria, podendo resultar em sangramento e redução do fluxo sanguíneo cerebral, informou ao G1.
Essa condição é uma causa comum de AVC em pessoas jovens e pode ser desencadeada por diversos fatores além dos chupões, como pancadas em acidentes, atividades físicas intensas e até mesmo montanhas-russas. A dissecção da artéria carótida muitas vezes passa despercebida, manifestando-se apenas como uma dor no pescoço, mas pode ter consequências mais sérias.
Embora a maioria dos casos de dissecção da artéria carótida não resulte em complicações graves, é crucial estar atento aos sinais de alerta. Sintomas como fraqueza, dormência e perda de movimentos após um chupão ou lesão no pescoço devem ser levados a sério. Nesses casos, procurar atendimento médico imediato é essencial para evitar complicações maiores.
Apesar de não haver contraindicações específicas para a prática de chupões, é importante adotar uma abordagem cuidadosa. O reconhecimento precoce dos sintomas e a busca por orientação médica podem prevenir consequências mais sérias. Além disso, é aconselhável evitar aplicar pressão excessiva no pescoço durante atividades cotidianas ou recreativas.
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