SAÚDE NAS ALDEIAS
Dulce Luz
20 de janeiro de 2026 às 16:33
O Piauí vai ganhar quatro Unidades Básicas de Saúde específicas para indígenas. A ordem de serviço para a construção foi assinada na semana passada pelo secretário nacional de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, em Piripiri. As obras vão beneficiar diretamente mais de 660 indígenas de etnias como Tabajara, Gueguê do Sangue, Akorá Gamella e Kariri, garantindo atendimento permanente de atenção básica dentro de suas próprias comunidades. Até agora, o estado era um dos últimos do país sem essa cobertura específica dentro do sistema público.
As unidades serão erguidas nas aldeias Canto da Várzea, em Piripiri; Serra Grande, em Queimada Nova; e Santa Teresa e Sangue, no município de Uruçuí. O investimento total para a execução das quatro obras no estado é de R$ 1.065.164,92. Segundo o cronograma, as construções têm início previsto para o dia 23 de fevereiro deste ano, com um prazo de execução de quatro meses para conclusão, estimada para 22 de junho de 2026. Cada UBSI terá uma estrutura com dois consultórios, recepção ampla e, um ambiente externo destinado às práticas da medicina tradicional indígena, integrando os saberes ancestrais ao cuidado em saúde.

Para Weibe Tapeba, a expansão é uma reparação histórica. "É a consolidação da luta desses povos pelo direito a uma atenção à saúde indígena integral e diferenciada. A Sesai reafirma seu papel de assegurar a implementação dos serviços em todo o território nacional", destacou Tapeba.
"Até aqui, o Piauí estava entre os últimos estados sem essa cobertura essencial a comunidades que precisam do apoio e assistência do poder público", destacou o deputado federal Dr. Francisco, autor da emenda parlamentar que destinou os recursos para as obras no Piauí. Eles esteve presente na solenidade, realizada na Aldeia Canto da Várzea.
Dados do IBGE citados pelo Ministério da Saúde apontam que o Piauí abriga cerca de 4,1 mil indígenas de diversas etnias, distribuídos em dez municípios. O planejamento para atender essas comunidades começou em 2024, com o cadastramento das famílias em todas as aldeias do estado. Em 2025, foram contratados profissionais de saúde exclusivos para atuar nessas regiões, e agora em 2026 as ações se concentram na infraestrutura física. Paralelamente, um Grupo de Trabalho para Reestruturação dos DSEI discute critérios para a criação de novas unidades, considerando aspectos territoriais, populacionais e epidemiológicos.
Fonte: Ministério da Saúde
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