Saúde

Hospital Infantil realiza primeira videourodinâmica pelo SUS no Piauí

Hospital Infantil Lucídio Portela, um dos seis hospitais administrados pela Fundação Piauiense de Serviços Hospitalares (Fepiserh)

Teresinha

08 de abril de 2018 às 11:04


Hospital Infantil
Hospital Infantil

Um êxito importante para a saúde pública no estado. Na última terça-feira de março (27), o Hospital Infantil Lucídio Portela, um dos seis hospitais administrados pela Fundação Piauiense de Serviços Hospitalares (Fepiserh), realizou a primeira vídeourodinâmica no Piauí pelo SUS. Este é o exame padrão-ouro para o estudo funcional e anatômico do trato urinário inferior.

O médico uropediatra Djalma Ribeiro Costa, que realizou o procedimento, explica que a estrutura do Hospital Infantil vem sendo renovada e, com isso, a equipe aproveitou os equipamentos de radiologia e urodinâmica que dispunham, para inovar e proceder o exame. "A videourodinâmica é uma inovação. Associamos os exames radiológico tradicional, com contraste, ao urodinâmico tradicional, para chegar a essa novidade com sucesso", pontua.

O médico conta que pelo Sistema Único de Saúde, apenas o Hospital Lucídio Portela realiza urodinâmica de rotina em crianças. "Não temos uma grande estrutura, como nos hospitais privados, mas mesmo assim, conseguimos executar o procedimento no nosso espaço da radiologia, que sempre vem sendo reformado", avalia.

Ele explica que antes eram necessários vários exames separados para se chegar a um diagnóstico. "Conseguimos com um único exame dar um diagnóstico preciso e correto para o paciente. Além disso, o procedimento termina gerando menos sofrimento à pessoa", declarou. Segundo Djalma, a vídeourodinâmica é o exame mais complexo da urologia para o trato urinário inferior e permite saber a gravidade das doenças que acometem a bexiga e uretra. "Com o exame, podemos obter informações exatas se há necessidade de cirurgia", acrescenta.

Costa relata que com o novo exame, foi possível identificar problemas de imediato em uma das crianças assistidas no hospital, agilizando o tratamento. "Ela foi encaminhada à uma UPA, para retirada de um fecaloma, que é uma massa volumosa e dura, constituída de matéria fecal desidratada que fica estagnada no reto. Depois, a paciente será tratada com medicamentos e um novo procedimento cirúrgico, se necessário", pontua.

Fonte: CCOM



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