COVID-19
Jéssica Libânio
13 de novembro de 2020 às 16:30
Segundo a Revista Nature , uma das maiores revistas científicas do mundo, os pesquisadores Manuela Cernadas e Jonathan Li no Brigham and Women's Hospital em Boston, Massachusetts, e seus colegas estudaram a reinfecção do novo coronavírus no corpo de um homem de 45 anos, infectado, no qual eventualmente matava o vírus ao mostrar evidências de evolução acelerada.
A infecção do homem cedeu e voltou mais duas vezes antes de morrer, cinco meses após seu primeiro diagnóstico de COVID-19. A análise dos genes do corpo do homem, mostrou que o mesmo não havia sido infectado várias vezes. Em vez disso, o vírus permaneceu e rapidamente sofreu mutação em seu corpo.
O homem de 45 anos possuía uma doença auto-imune de longa data e estava em um regime de medicação que incluía potentes imunossupressores, ou seja, remédios para reduzir a atividade ou eficiência do sistema imunológico necessários para pacientes auto-imunes. Aproximadamente 40 dias após o primeiro teste do homem ser positivo para coronavírus, os testes de acompanhamento indicaram que o vírus estava diminuindo, mas ele voltou, apesar do tratamento antiviral.
Locais de maior infecção do Coronavírus
De acordo também com a Revista Nature, em um estudo divulgado nessa terça-feira, 10, a reabertura de estabelecimentos como restaurantes, academias e hotéis, pode levar a um maior risco de propagação do novo coronavírus.
A pesquisa monitorou a movimentação de 98 milhões de pessoas pelo celular entre os meses de março e maio, e comparou os dados com o número de casos da doença para entender como o vírus se espalha.
Em Chicago, por exemplo, o estudo previu que se os restaurantes fossem reabertos com capacidade total poderiam gerar 600 mil novas infecções. Já, limitar em 20% a ocupação de locais na cidade reduziu em 80% o número de infecções previstas no estudo.
Fonte: Revista Nature
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