Saúde

CRF-PI

Automedicação contra a covid-19 pode causar graves efeitos colaterais

Qualquer medicamento usado no tratamento ou prevenção da doença só deve ser utilizado quando prescrito por um profissional habilitado

Cinthia Lucas

21 de abril de 2021 às 16:19


Remédio
Remédio

O Conselho Regional de Farmácia do Piauí (CRF-PI), assim como todos os CRFs do país e Conselho Federal, realizam campanhas contínuas e frequentes contra o uso irracional de medicamentos, salientando os riscos das automedicação e em tempos de enfrentamento à pandemia, esses órgãos de saúde reforçaram o alerta à população para que não busque medicamentos preventivos ou de tratamento da Covid-19 sem a prescrição de um profissional da área.

O presidente do CRF-PI, Luiz Júnior, alerta que qualquer medicamento usado no tratamento ou prevenção da doença só deve ser utilizado quando prescrito por um profissional habilitado, caso contrário, corre-se mais risco do que a possibilidade de obter benefícios. "Os tratamentos padronizados, aceitos pela Anvisa e autorizados pelo Ministério da Saúde, passam por critérios rigorosos para aprovação, então somente após a autorização deles e recomendação médica, devem ser adotados. Não há como arriscar e se automedicar, ocasionando perigos à própria saúde", afirma.

Luiz explica que muitas pessoas estão se antecipando e correndo às farmácias atrás de medicamentos para prevenir o desenvolvimento dos sintomas, mas que esses protocolos podem trazer efeitos colaterais perigosos. "Os efeitos colaterais passam por cardiopatia, insuficiência renal, cegueira e segue uma lista extensa que podem causar graves danos à saúde. As pessoas não devem de maneira alguma se automedicarem, muitas vezes porque leram na internet ou nas redes sociais. Esses medicamentos não são de uso contínuo e muitas pessoas estão repetindo as doses com uma frequência curta", alerta.

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"O tratamento realizado é das complicações que a infecção pode causar, caso a caso, principalmente em pessoas que precisam de cuidado hospitalar", esclarece Júnior.

Segundo o farmacêutico, a automedicação incorreta pode acarretar na evolução da doença que o paciente possa ter, mascarar os sintomas, prejudicando um diagnóstico precoce, além dos perigos causados pelos efeitos colaterais da medicação. "Não existe tratamento medicamentoso precoce contra a covid-19. Remédios como azitromicina, ivermectina, cloroquina não têm nenhuma evidência científica de benefício na prevenção contra covid-19 e ainda podem ter efeitos tóxicos indesejáveis, alguns potencialmente perigosos, e dessa forma, o melhor a fazer é buscar orientação do farmacêutico quando for à farmácia", revela.

"Acreditando no tratamento preventivo, as pessoas poderão demorar mais para procurar hospital, atrasando o diagnóstico e provocando complicações mais graves, além de negligenciar outros cuidados preventivos por confiarem que estejam protegidas pelos medicamentos", diz o farmacêutico.

Júnior destaca ainda, que a melhor forma de proteção contra a Covid-19, além das medidas preventivas já recomendadas, como higienização frequente das mãos e o distanciamento ou isolamento social, é preservar a imunidade, não se expondo a situações que baixem a capacidade do corpo de se autoimunizar, como o consumo de bebidas alcoólicas e outras drogas . "A imunidade está relacionada a uma prática de vida saudável e precisamos preservá-la com boa alimentação, prática de atividades físicas, evitar desidratação com ingestão frequente de água, tentar evitar o estresse, assim como, não ingerir fármacos sem necessidade e sem orientação profissional", enfatiza Luiz.



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