A Arquidiocese emitiu uma nota, em seguida, se declarando contra a cassação do mandato de Renato Freitas.
CAPITAL DO PARANÁ
Roberto
23 de junho de 2022 às 10:22
Renato Freitas (PT) foi cassado pelos vereadores da Câmara Municipal de Curitiba em sessão nesta quarta-feira (22). A decisão ocorreu após 25 parlamentares votarem a favor da cassação por “procedimento incompatível com o decoro parlamentar”, enquanto cinco foram contrários. Renato é acusado de ter invadido a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos durante um protesto, e que fez interromper uma missa que acontecia no local. Ele negou ter invadido a igreja, disse que adentrou ao local depois que a cerimônia já havia terminado.
Renato tem 37 anos e foi eleito com mais de cinco mil votos. Professor universitário e advogado, era líder da oposição na Câmara de Vereadores da capital do Paraná. A Câmara informou que vai iniciar o processo de publicação da cassação de Freitas. Ana Júlia, de 21 anos, é filiada ao PT e é a suplente do vereador. Com a saída de Freitas, cai para três o número de vereadores autodeclarados pretos na câmara, que tem 38 parlamentares.
A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que é deputada federal, criticou a perseguição contra o legislador. “Lamentável decisão da Câmara de Vereadores de Curitiba de cassar em 1° turno o mandato de Renato Freitas que está sendo vítima de uma injustiça como parte do racismo que assola nossa sociedade. Toda solidariedade ao nosso companheiro. Força, Renato”, escreveu.

O CASO
A suposta invasão à Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Curitiba, aconteceu no dia 5 de fevereiro, durante protestos de repúdio ao assassinato do congolês Moïse Kabagambe e de Durval Teófilo Filho. O vereador integrava a ação.
Na época, a Arquidiocese de Curitiba registrou Boletim de Ocorrência contra Renato Freitas. Segundo a Polícia Civil, o caso permanece sendo investigando.
A Arquidiocese emitiu uma nota, em seguida, se declarando contra a cassação do mandato de Renato Freitas.
Fonte: Com informações do G1 e DCM
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