Política

Temer afirma que apoiar impeachment seria deslealdade institucional

impeachment Temer lealdade Dilma

Teresinha

07 de dezembro de 2015 às 16:12


Presidente Dilma Rousseff com o vice-presidente Michel Temer
Presidente Dilma Rousseff com o vice-presidente Michel Temer
 A presidenta Dilma Rousseff disse no sábado (5) que não há fundamento para o processo de impeachment aberto pela Câmara dos Deputados, de acordo com nota da Agência Brasil

"Nós estamos tranquilos. Por que estamos tranquilos? Porque não existe fundamento para o meu processo de impeachment, já repeti várias vezes. Não cometi nenhum ato ilícito, não usei indevidamente o dinheiro público, não usei o dinheiro público para contemplar meus interesses, não tem nenhum recurso que recebi de qualquer processo que não seja o meu trabalho ou a minha família, nunca depositei dinheiro na Suíça", reforçou a presidenta em entrevista a jornalistas no Recife, logo após reunião para tratar de medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti.

Dilma disse ainda que espera "integral confiança" do vice-presidente Michel Temer. "E tenho certeza que ele a dará", completou a presidenta. "Ao longo desse tempo eu desenvolvi a minha relação com ele e conheço o Temer como pessoa, como político e como grande constitucionalista", afirmou.

A presidenta comentou também a possível saída de Eliseu Padilha da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República. "Eu me esforcei bastante durante a reforma ministerial para manter o Padilha no governo", disse. "Eu ainda não sei se o ministro Padilha tomou uma decisão definitiva porque ele não conversou comigo. Eu aguardo, eu não tomo uma posição sobre coisas que eu não consigo entender inteiramente. Quando eu entender, eu digo o que eu penso".

Na última sexta-feira (4), o ex-deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) informou que o ministro Eliseu Padilha deverá deixar a Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República nos próximos dias. Segundo ele, o ministro “já entregou a sua carta de demissão”.

Dilma chegou este final de semana ao Recife, onde discutiu os planos de combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e vírus Zika. A reunião foi no Comando Militar do Leste e contou com a presença de autoridades do estado e dos ministros da Saúde, Marcelo Castro, e da Integração Nacional, Gilberto Occhi.

O vice-presidente, por sua vez, em entrevista à Folha de S. Paulo, comentou: ““Nesta situação tensa que existe no momento, não quero praticar deslealdade institucional. Isso eu jamais praticaria.”
“Precisamos de uma aboluta pacificação nacional. Todas as mentalidades partidárias deveriam se unir. Seja agora, sob o império da presidente, ou sob qualquer outro império, tem que haver uma coalizão nacional. Até acho que, se a presidente Dilma fizesse essa coalizão nacional, com todos os partidos, o país sairia desse embaraço em que se encontra”, completou Temer.

Fonte: agencias



@production @if(request()->routeIs('site.home.index')) @endif @endproduction