Política

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Petistas do Piauí dizem que ação da PF mostra relação promíscua de Ciro com Vorcaro

Enquanto a maioria da classe política piauiense evita comentar a operação da PF, Merlong Solano e Fábio Novo usam as redes sociais para detalhar "arapuca financeira"

Da Redação

07 de maio de 2026 às 17:13 ▪ Atualizado há 36 minutos

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  • A Polícia Federal realizou ação na casa e empresa do senador Ciro Nogueira, impactando a política do Piauí.
  • A maioria dos líderes políticos mantém silêncio, exceto o núcleo do PT piauiense.
  • Deputado Merlong Solano criticou o envolvimento de Nogueira em fraudes financeiras.
  • Solano apontou emenda para aumentar a garantia do FGC, visando beneficiar um banco em crise.
  • Deputado Fábio Novo destacou alegados benefícios pessoais recebidos por Nogueira.
  • Novo mencionou pagamentos de despesas pessoais e apoio legislativo ao banco.
  • Ataques do PT estão se intensificando nas redes sociais, enquanto o cenário político aguarda novos desdobramentos.

Os petistas Fábio Novo e Merlong Solano
Os petistas Fábio Novo e Merlong Solano

A ação da Polícia Federal na casa  e empresa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) nesta quinta-feira (7) mergulhou a classe política do Piauí em um profundo silêncio.

Até o momento, a maioria dos líderes partidários e parlamentares evitou declarações públicas sobre a nova fase da Operação Compliance Zero. No entanto, o núcleo duro do PT piauiense rompeu a inércia.

O deputado federal Merlong Solano e o deputado estadual Fábio Novo, presidente do PT no Piauí, foram às redes sociais para repercutir o caso, focando nas conexões do senador com o esquema de fraudes no sistema financeiro e o uso do mandato para beneficiar o Banco Master.

Merlong Solano detalhou o que chamou de "arapuca financeira" montada para atrair investidores. Segundo o deputado federal, o senador teria atuado diretamente para expandir a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que hoje é de R$ 250 mil, para R$ 1 milhão, através de uma emenda parlamentar. "Porque o senador Ciro Nogueira apresentou essa emenda? Qual seria o rombo no FGC se a garantia fosse de 1 milhão?", questionou Merlong, apontando que a medida visava dar uma falsa segurança para que o banco captasse mais clientes antes de quebrar.

Já o deputado estadual Fábio Novo adotou um tom mais agressivo, destacando os benefícios pessoais que o senador teria recebido em troca de favores legislativos. Em suas redes sociais, Novo mencionou que o "amigo da vida" de Ciro pagava faturas de cartão de crédito, diárias em hotéis de luxo e até uma mesada de R$ 500 mil por mês. "Em troca, emprestava o mandato para propor, como mandei, uma lei salvando o banco que deu um rombo de R$ 40 bilhões, o maior da história", disparou o presidente do PT estadual.

Para Fábio Novo, a permanência de Ciro Nogueira em evidência política é um "estorvo que enlameia o Piauí". O deputado enfatizou que o uso de mandatos para interesses escusos é uma marca recorrente na trajetória do senador. Enquanto os ataques petistas ganham tração no ambiente digital, o restante do cenário político local permanece em compasso de espera, aguardando os próximos desdobramentos das investigações que correm sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF).



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