Teresinha
27 de julho de 2018 às 16:07
O superintendente do Tesouro Estadual da Secretaria de Fazenda (Sefaz), Emílio Júnior, falou na manhã desta sexta-feira (27), sobre as dificuldades financeiras que o Piauí vem enfrentando com a queda nos repasses do Fundo de Participação do Estado (FPE). Ainda assim, o Estado vem mantendo a folha de pagamento dos servidores em dia.
Segundo Emilio Júnior, neste período o Piauí tem um FPE de R$ 175 milhões e uma folha de pagamento de mais de R$ 350 milhões. “Até o primeiro semestre, o Estado tem um FPE de R$ 282 milhões e quando chega, julho, agosto e setembro, onde o período de compra é menor, o estado sofre redução de 40% a menos no FPE. Quando você tem um período normal, de uma boa economia, geralmente se faz uma reserva para cumprir esse período de queda natural, mas como já vem de um problema estrutural, de uma crise muito grande, para manter todas as contas se torna mais difícil”, explica o superintendente.
O representante da Sefaz ressalta que neste momento, a prioridade é a folha dos servidores e não descarta a possibilidade de atraso nos próximos pagamentos.
“Sempre existe um perigo, uma preocupação com o atraso de folha. Isso é inegável, mas na verdade em nome do próprio governo uma das prioridades zero, é a folha. No olhar do Estado, da Secretaria de Fazenda, é para que o atraso do pagamento não aconteça. Por isso temos que apertar ainda mais o cinto em relação a outras despesas para manter a questão da folha de pagamento, disse Emílio”.
Além do pagamento dos servidores em dia, o Estado ainda terá que fazer esforços para manter o repasse aos Poderes e o pagamento da Dívida Pública.
“A gente tem que ter um olhar para a questão econômica do Estado. Como essa folha representa hoje algo em torno de R$ 400 milhões, um atraso desse repercute em todo Estado. Vai afetar comércio, vai afetar o pagamento de uma cadeia de fornecedor. A gente olha também na questão do equilíbrio. Por isso é importante o Estado sempre está olhando para manter essa folha do servidor, porque um atraso no pagamento desestrutura uma economia muito dependente do poder público como é no estado do Piauí”, conclui.
Fonte: Paulo Pincel
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