Política

FORTALECIMENTO DOS CONSELHOS

Especialistas destacam fortalecimento dos conselhos

Audiência no Senado reforça necessidade de investimento nos conselhos tutelares

Teresinha Ferreira

13 de julho de 2026 às 21:29

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  • A Comissão de Assuntos Sociais do Senado realizou uma audiência pública para discutir o fortalecimento dos conselhos tutelares.
  • A ênfase foi na importância dos investimentos em estrutura, valorização profissional e capacitação das equipes dos conselhos.
  • O evento coincidiu com o 36º aniversário do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
  • O PL 5.285/2016, que visa implementar um piso salarial nacional para conselheiros tutelares, foi um dos tópicos debatidos.
  • Atualmente, a remuneração dos conselheiros é determinada pelas leis municipais e pode ser tão baixa quanto um salário mínimo.
  • Deila Martins do Nascimento Cavalcanti destacou a necessidade de segurança e autonomia funcional para os conselheiros.
  • A implementação eficaz do ECA Digital foi destacada por Renato Godoy, enfatizando a capacitação e o diálogo.
  • Investimentos claros no orçamento público são necessários para esse processo, conforme a promotora Luisa de Marillac.
  • Juíza Rejane Suxberger chamou a atenção para a disparidade entre as atribuições e as condições de trabalho dos conselheiros, como baixa remuneração e infraestrutura inadequada.

Senado Notícias Entre os assuntos discutidos, destacou-se o PL 5.285/2016, que propõe um piso salarial nacional de R$ 3.520 para os conselheiros tutelares
Entre os assuntos discutidos, destacou-se o PL 5.285/2016, que propõe um piso salarial nacional de R$ 3.520 para os conselheiros tutelares

Durante uma audiência pública promovida pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado, especialistas enfatizaram a importância de fortalecer os conselhos tutelares para garantir a efetividade do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente. Eles defendem investimentos na estrutura, valorização profissional e capacitação das equipes.

O encontro, realizado na segunda-feira (13) a pedido da senadora Leila Barros (PDT-DF), coincidiu com o aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, que serve como referência para a proteção integral de crianças e adolescentes.

Entre os assuntos discutidos, destacou-se o PL 5.285/2016, que propõe um piso salarial nacional de R$ 3.520 para os conselheiros tutelares. Atualmente, essa remuneração é determinada pelas leis municipais e, em alguns casos, não passa de um salário mínimo.

A presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Deila Martins do Nascimento Cavalcanti, frisou a necessidade de garantir segurança e autonomia funcional aos conselhos, mencionando incidentes como o assassinato de um conselheiro em Itambé.

De acordo com o gerente do Instituto Alana, Renato Godoy, a prioridade agora é a implementação eficaz do ECA Digital, que requer capacitação e diálogo com os conselheiros. Esse processo deve ser acompanhado de investimentos definidos claramente no orçamento público, conforme reforçado pela promotora Luisa de Marillac do MPDFT.

A juíza Rejane Suxberger destacou a disparidade entre as atribuições dos conselheiros e as condições de trabalho, incluindo a baixa remuneração e falta de infraestrutura. Ela argumenta que um conselho tutelar estruturado é essencial para a proteção da infância.

Fonte: Senado Notícias