Política

INVESTIGAÇÃO

Empresa da família de Ciro Nogueira recebeu R$ 14,2 milhões da Refit, diz PF

Pagamento milionário envolvendo empresa ligada à família do senador foi informado ao STF no âmbito da investigação

Da Redação

21 de maio de 2026 às 08:55 ▪ Atualizado há 4 horas

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  • Empresa da família do senador Ciro Nogueira recebeu R$ 14,2 milhões de um fundo ligado ao grupo Refit, investigado por sonegação fiscal e corrupção.
  • A transação foi relacionada à venda de um terreno para construção de uma distribuidora de combustíveis.
  • Ciro Nogueira tinha menos de 1% de participação na empresa imobiliária.
  • O empresário Ricardo Magro, controlador do grupo Refit, está foragido e na lista de procurados da Interpol.
  • A Polícia Federal investiga corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes tributárias no grupo de combustíveis.
  • Ciro Nogueira também é alvo da operação Compliance Zero, que investiga fraudes sob suspeita de ele receber vantagens indevidas sobre projetos no Congresso.

Ciro Nogueira afirmou que valor teve origem na venda regular de um terreno para construção de distribuidora de combustíveis
Ciro Nogueira afirmou que valor teve origem na venda regular de um terreno para construção de distribuidora de combustíveis

Uma empresa da família do senador Ciro Nogueira (PP) recebeu R$ 14,2 milhões de um dos fundos ligados ao grupo Refit, conglomerado do setor de combustíveis investigado pela Polícia Federal por suspeitas de sonegação fiscal e corrupção.

A informação foi revelada em reportagem do jornal Estadão e consta nas investigações da PF que apuram movimentações financeiras envolvendo empresas controladas pelo empresário Ricardo Magro.

Segundo a apuração, a transação foi comunicada ao Supremo Tribunal Federal (STF). A assessoria de Ciro Nogueira confirmou o pagamento e afirmou que o valor se refere à venda de um terreno de 40 hectares destinado à construção de uma distribuidora de combustíveis.

A nota enviada pela assessoria também afirma que a empresa da família do senador atua no ramo imobiliário e que, na época do negócio, a participação de Ciro na empresa era inferior a 1%.

Na semana passada, a Operação Sem Refino teve como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e determinou a prisão do empresário Ricardo Magro, apontado como controlador do grupo Refit. Ele é considerado foragido da Justiça e teve o nome incluído na lista de procurados da Interpol.

A investigação da Polícia Federal apura suspeitas de corrupçãolavagem de dinheiro e fraudes tributárias envolvendo o grupo do setor de combustíveis.

Operação Compliance Zero 

No início de maio, o senador piauiense foi alvo operação, a Compliance Zero, que investiga supostas fraudes relacionadas ao Banco Master. De acordo com a PF, o Ciro Nogueira teria recebido “vantagens indevidas” em troca de apoio ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro em projetos no Congresso.

A PF aponta pagamentos mensais que variariam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil ao senador.

Fonte: Estadão



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