Política

É agressão ao povo falar em eleição neste momento, avalia deputado

Assis Carvalho afirma que tem desestimulado que qualquer pessoa coloque esse assunto em pauta

Teresinha

10 de dezembro de 2016 às 09:12


Deputado federal Assis Carvalho (PT-PI)
Deputado federal Assis Carvalho (PT-PI)

O deputado federal Assis Carvalho (PT-PI) entende que o momento é de tentar colaborar com a administração estadual, dada a crise financeira e institucional que o país atravessa. “Nesse momento, o PT tem que se articular para ajudar o Wellington Dias a fazer uma boa gestão. Nós estamos num momento é de crise, estamos preocupados com o que está acontecendo no país, uma crise econômico-financeira e bem como institucional. Não é simpático para a sociedade discutir a gente discutir qualquer possibilidade de eleição de 2018. Acho até agressivo discutir eleição. Sou de uma linha que cada coisa a seu tempo. Tenho desestimulado que qualquer pessoa coloque esse assunto em pauta”.

Sobre o momento de dificuldade vivido pelo PT, sobretudo relacionado ao desgaste político provocado pelos fatos recentes, que culminaram com a prisão de líderes do partido e a cassação da presidente Dilma Rousseff, Assis Carvalho lembra que o PT nasceu do povo e deve ouvir a voz das ruas

 “O PT nasceu dos movimentos das ruas. O PT é da rua. A rua pertence ao povo e ao PT, um partido majoritariamente organizador dos movimentos sociais. Claro que o PT fez a melhor gestão da história desse país nos últimos 500 anos, ajudou a distribuir renda nesta nação, e é punido não pelos erros que cometeu, mas é penalizado principalmente pelos seus acertos”, crê o deputado.

Assis defende que o PT retome o diálogo com as ruas, com o povo, para voltar a ser grande, como foi até ontem. “O PT tem que retomar o diálogo com a voz rouca das ruas para que a rua diga ao país todo qual era o Brasil antes do PT e qual foi o Brasil do PT, exatamente para os setores mais desassistidos da sociedade. Esse é o caminho. Enquanto o PT não tiver esse alinhamento bem definido com os movimentos sociais, acho que ele vai ter dificuldade dialogar com a sociedade. Não podemos dialogar com a voz dos opressores, mas com a voz dos oprimidos”, ensinou.

Fonte: Paulo Pincel/Samuel Brandão



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