GOLPE DE ESTADO
Isaac
10 de junho de 2025 às 09:03
O tenente-coronel Mauro Cid afirmou nesta segunda-feira (9), em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o ex-presidente Jair Bolsonaro buscava encontrar fraudes nas urnas eletrônicas como justificativa para convencer as Forças Armadas a aderirem a um golpe de Estado e reverter o resultado das eleições de 2022.
Durante a audiência de interrogatório da ação penal que apura a tentativa de golpe, Cid declarou que havia uma expectativa clara de que fosse descoberta alguma irregularidade no sistema de votação.
“A grande expectativa era que fosse encontrada uma fraude nas urnas. O que a gente sempre viu era uma busca por encontrar fraude na urna. Com a fraude na urna, poderia convencer os militares, dizendo que a eleição foi fraudada e, talvez, a situação mudasse”, afirmou.
Segundo Cid, Bolsonaro atuava com o apoio do general Walter Braga Netto, seu ex-ministro e candidato a vice-presidente em 2022. Ambos esperavam encontrar uma suposta fraude que pudesse embasar uma intervenção militar no país.
A fala de Cid também explicou a pressão do ex-presidente sobre o general Paulo Sérgio Nogueira, então ministro da Defesa, para que questionasse publicamente a segurança do sistema eleitoral. Em 2022, Nogueira chegou a enviar um parecer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alegando que não era possível afirmar que o sistema eletrônico estava isento de influência externa, apesar de conhecer sua segurança.
Os militares mencionados integravam a Comissão de Transparência das Eleições, criada pelo próprio TSE para fiscalizar o processo eleitoral.
Até sexta-feira (13), o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, ouvirá os oito investigados considerados integrantes do “núcleo crucial” da tentativa de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.
Confira a ordem dos depoimentos:
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Fonte: Agência Brasil
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