NEPOTISMO
Dhara
18 de outubro de 2024 às 18:31
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (18) a suspensão da nomeação de cinco servidores no governo do Maranhão, alegando suspeitas de nepotismo.
A decisão atendeu a uma ação movida pelo partido Solidariedade, que apontou ao STF 14 casos de nomeações envolvendo parentes consanguíneos ou por afinidade do governador Carlos Brandão (PSB). As informações foram divulgadas pelo portal g1.
Entre os envolvidos estão cunhados e sobrinhas de Brandão, com cargos em diferentes setores do governo estadual e empresas públicas. A decisão se baseia na proibição do nepotismo estabelecida pelo STF em 2008, que impede essa prática nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, inclusive na modalidade de nepotismo cruzado. Em sua decisão, Moraes destacou que “a prática do nepotismo é injustificável em nossa realidade atual, é imoral, fere a ética institucional que deve reger os Poderes do Estado, pois fere o senso de razoabilidade da comunidade a utilização de cargos públicos para o favorecimento familiar e garantia de empregabilidade doméstica”.
Entre os servidores que tiveram suas nomeações suspensas estão:
Moraes ainda solicitou que o governo do Maranhão e a Assembleia Legislativa enviem informações detalhadas ao STF sobre nomeações de parentes de deputados estaduais para averiguar possíveis práticas de nepotismo cruzado.
O governador Carlos Brandão, em resposta à ação, defendeu a legalidade das nomeações. Sobre Ítalo, Melissa e Mariana, argumentou que os cargos ocupados por eles são de natureza política, o que, segundo ele, não violaria a interpretação do STF sobre nepotismo. Em relação a Gilberto Lins Neto, o governador afirmou que não foi responsável por sua nomeação e que não houve comprovação de nepotismo cruzado. Sobre Elias Moura Neto, Brandão sustentou que não há parentesco direto e que também não foi comprovada qualquer prática de nepotismo cruzado.
Até a última atualização desta reportagem, o governo do Maranhão não havia se manifestado oficialmente sobre a decisão do ministro Moraes.
Fonte: Brasil 247
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